O principal foco tem estado sobre as monolines, que são responsáveis por segurar obrigações no valor de 2400 mil milhões de dólares, pois estão em risco de verem o seu rating revisto em baixa pelas principais agências de rating, o que a acontecer levará a uma diminuição automática do rating das obrigações seguras pelas monolines e consequente perda de valor das carteiras das instituições financeiras. A situação torna-se ainda mais grave pois grande parte dos investidores possuem limitações que não lhes permite deterem obrigações com rating inferior a um determinado nível, ou seja, com a descida das notações de rating poderemos assistir a uma venda massiva de obrigações, o que agudizaria a sua perda de valor.
As monolines têm tentado desesperadamente reunir o capital que lhes permita manter a sua notação de rating, sem que até à data seja claro se tal se concretizará. Dos esforços que têm sido feitos para evitar o agravamento destaca-se a intervenção do órgão de supervisão do sector segurador de Nova Iorque, que tem reunido com diferentes bancos na tentativa de reunir os fundos necessários, e a oferta feita por Warren Buffet, que tomaria a posição das monolines em obrigações no valor de 800 milhões de dólares. Tais planos levantam dúvidas consideráveis pois: no primeiro caso, os principais prejudicados pelo colapso das monolines seriam os bancos pois estes fizeram a sua cobertura de risco através das primeiras, pelo que no caso de estes financiarem as monolines, estes ficariam duplamente expostos a um colapso das seguradoras, embora o “salvamento” destas permita evitar perdas substancialmente superiores para os bancos; no segundo caso, a proposta de Buffet apenas abrange dívida municipal não relacionada com o subprime. Aceitando a proposta as monolines teriam acesso a capital mas ficariam com uma carteira de activos ainda mais exposta ao subprime. Para a economia como um todo, a proposta de Buffet poderia ter efeitos benéficos uma vez que evita que um montante significativo de dívida sofra uma descida de notação e os efeitos negativos associados.
Entretanto, os receios de que a taxa de insolvência suba do actual nível historicamente baixo para um nível em que os emitentes de CDS’s não sejam capazes de honrar os seus compromissos têm levado os spreads de crédito a subir para níveis recorde. Do mesmo modo, os activos subjacentes dos SIV’s continuam a perder valor, levando à sua liquidação.
Para a economia global mais importante do que determinar qual a extensão das perdas associadas ao subprime é clarificar quais as instituições financeiras que irão registar essas perdas. Só esta clarificação permitirá a restauração da confiança entre os diferentes agentes económicos, o que ajudaria a reverter o actual cenário de extrema aversão ao risco. Esta diminuição da aversão ao risco aumentaria a predisposição das instituições financeiras para concederem crédito, o que tornaria a política monetária expansionista que tem sido levada a cabo pela Fed mais eficaz e reduziria a necessidade de eventuais cortes na Europa, aliviando um dos principais problemas que assolado a economia global nos últimos meses.
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