A Zona Euro, apesar das revisões em baixa do crescimento e do surgimento de sinais de abrandamento económico, deverá mostrar maior resistência que a economia americana. No entanto, é possÃvel discernir dentro do bloco europeu falta de homogeneidade, havendo várias velocidades de crescimento. No entanto, a prioridade das autoridades está principalmente centrada na preocupação com o surgimento de uma espiral inflacionista. Deste ponto de vista, uma descida dos juros como estÃmulo à actividade económica parece por ora fora de questão, sendo mais natural que a polÃtica monetária permaneça inamovÃvel durante um largo perÃodo de tempo. Num cenário mais pessimista, há sempre a possibilidade de que possa ocorrer uma correcção no sentido da descida das taxas de juro de referência, nos últimos meses do ano, se tal for necessário. Há sempre que contar com a actual situação do euro forte que, pode ser elemento de abrandamento económico mas, sobretudo, de controlo da inflação. Para já foi desmistificado, por elementos do BCE, que os presentes nÃveis do câmbio euro/dólar possam ser, de algum modo, prejudiciais à evolução da economia europeia.
Uma maior procura de euros, em detrimento de dólares, está à partida garantida por um diferencial de juros que se vai tornar ainda mais vantajoso para a moeda única europeia. Para além de uma maior remuneração, os investidores estão a ganhar do lado cambial, com o fortalecimento do euro. Reposta a tendência de alta de longo prazo, depois de um perÃodo de estabilização/consolidação, o câmbio euro/dólar pode ganhar fulgor para conquistar novos nÃveis máximos. Para já, parece-nos importante os 1,53 e os 1,55 dólares, sendo também previsÃvel que possam ocorrer normais e habituais movimentos de correcção, posteriormente.
| ||||||||||||||