Para a primeira economia do mundo, a OCDE deu um tom positivo. Esta organização está a prever um crescimento no ano de 1,8%, face ao valor de 1,2% anteriormente anunciado, depois da boa prestação do crescimento no segundo trimestre. Recorde-se que as autoridades americanas começaram por divulgar um crescimento anual de 1,9%, nesse trimestre, para virem posteriormente a rectificá-lo para 3,3%. Apesar ainda do clima de incerteza, estão previstos crescimentos em cadeia de 0,9% e de 0,7%, nos terceiro e quarto trimestres, respectivamente. Esta performance resulta em parte do comércio externo e dos estímulos fiscais postos em prática pelo governo, que levaram à antecipação do consumo das famílias. No segundo semestre podem surgir factores de dúvida: desaparecimento dos pacotes fiscais, esgotamento do efeito de depreciação do dólar, arrefecimento das economias externas e falta de clareza quanto ao final do movimento correcção do mercado imobiliário.
Face a estas previsões, e aos factores implícitos, advinham-se alterações futuras nas políticas monetárias e a consolidação de sentimentos favoráveis à moeda norte-americana e penalizadores em relação à moeda única europeia. Num cenário com as tensões inflacionistas mais contidas, é possível prever descidas das taxas de juro de referência europeias e subidas das americanas. No mercado cambial, o câmbio euro/dólar deixou para trás os patamares máximos alcançados, encontrando-se desde há algum tempo a desenhar uma tendência de consecutiva apreciação do dólar, que deverá continuar.
Em relação às Bolsas europeias, poderá crescer o receio nos investidores de que um abrandamento económico mais forte possa penalizar os resultados das empresas retalhistas e produtoras de matérias-primas, ao mesmo tempo que continuam a aumentar as perdas do sector financeiro nos mercados de crédito.
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