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Crise financeira mundial 2008-10-10 00:05

Taxas Euribor ignoram corte dos juros

Custo do crédito à habitação em novo máximo histórico.

Bárbara Barroso

As famílias com crédito à habitação têm motivos para fazer contas à vida.  As taxas Euribor, principal indexante utilizado no cálculo da prestação da casa, voltaram a atingir ontem máximos históricos. A Euribor a seis meses, a taxa de juro mais utilizada no empréstimo à habitação em Portugal, atingiu os 5,448%, o valor mais elevado de sempre.

A acção concertada dos bancos centrais em baixar o preço do dinheiro revelou-se infrutífera para travar o aumento da Euribor. Uma prova de que a subida das taxas Euribor deve-se sobretudo à falta de confiança no sistema financeiro e não do facto da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE) estar elevada. A instituição presidida por Jean Claude Trichet cortou os juros para 3,75%, e os economistas acreditam que o BCE não deverá ficar por aqui. Aumenta assim a distância entre a Euribor e a taxa de referência, que já ascende a 1,6 pontos percentuais.

A Euribor a três meses também renovou máximos e fixou-se nos 5,393%, enquanto a taxa a 12 meses atingiu os 5,512%.

Caso esta tendência de subida se mantenha, as famílias que peçam um empréstimo no próximo mês ou que revejam o contrato de crédito à habitação em Novembro (tendo como referência a média mensal da Euribor em Outubro) vão assistir a mais um aumento da prestação da casa. Actualmente, a média mensal da Euribor a seis meses já está nos 5,426%.

De acordo com os cálculos do diário Económico, face à media mensal actual, a prestação da casa de um empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, poderá subir 7%, ou seja, mais 73,68 euros em relação à última revisão em Maio.

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