ANáLISE / Tendências recentes na política salarial de quadros de topo 2008-05-16 00:05
Mais salário variável
Em 2008, o Hay Group tem registado uma tendência do aumento do peso da retribuição variável – bónus, prémios de produtividade, planos de opções sobre acções, etc. – na retribuição total auferida pelos executivos de topo em Portugal.
Rui Luz
Esta é, de resto, a principal tendência observada, em termos de política retributiva. O papel da [parte] variável é alinhar a retribuição dos executivos com o desempenho da empresa, criando um ‘mix’ retributivo ideal para atrair, reter e canalizar a atenção dos executivos para a gestão estratégica do negócio e o retorno ao accionista.
As condições na definição de pacotes retributivos para funções executivas tendem a seguir as condições verificadas na economia global. O actual ambiente económico caracteriza-se pela maior valorização da capacidade de adaptação e inovação, que contribuam para a rentabilidade do negócio, para atingir as taxas de crescimento desejadas, responder às pressões dos accionistas, fazer face a constrangimentos legais, à crescente mobilidade e ao aumento de competitividade. Neste ambiente, é de prever uma diminuição do peso das componentes fixas de retribuição, quer pela falta de flexibilidade, quer pelo risco que representam para as empresas.
Em 2007, a retribuição variável representou, em média, 36% da retribuição base, um salto significativo face a 2006, em que representava apenas 27% da base. Não só aumentou o seu peso no “bolo” total, como se registou um aumento do número de empresas (92%) da amostra que pagam retribuição variável.
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Rui Luz, Director da área de Retribuição do Hay Group
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