Orçamento de Estado para 2009 2008-10-07 00:05
Despesa pública diminuiu, mas o Estado continua gordo
Executivo reduziu o peso da despesa na economia, mas não tem ainda margem para cortar impostos.
Luís Reis Pires
A poucos dias da apresentação do Orçamento de Estado para 2009, e a braços com uma crise económica, José Sócrates tem como trunfo a redução do défice orçamental para valores abaixo do limite de 3%.
Entre 2002 e 2005, Portugal foi o país da Zona Euro que registou um maior crescimento do valor da despesa pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), dos 44,2% em 2002, para cerca de 47,8% em 2005.
Em 2006, um ano após chegar ao poder, o Executivo de Sócrates conseguiu reduzir a despesa para 46,4% do PIB. N0 ano seguinte, nova redução, desta feita para 45,4% do PIB. Entre 2005, ano em que iniciou funções, e 2007, o Governo conseguiu, assim, reduzir a despesa pública em cerca de 2,4 pontos percentuais do PIB. Está prevista nova redução para o ano de 2008, para cerca de 45,1% do PIB.
A redução da despesa não deverá, contudo, ser analisada de forma simplista, lembram alguns economistas. Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças, afirmou que “é difícil tirar conclusões sobre a consolidação das despesas públicas”, devido à “retirada da [empresa] Estradas de Portugal e de alguns hospitais do universo de consolidação”. Estas subtracções “tornam difícil” uma análise correcta. Catroga deixa, ainda, o aviso: “mesmo considerando um universo contabilístico, em 2009, igual ao de 2008, o Estado está gordo”. Economistas como Catroga lembram que é o peso da despesa que impede o Governo de reduzir de forma mais pronunciada a carga fiscal sobre as empresas, por exemplo.
Agora, “em período de crise, o Estado não deve engordar mais. Deve, isso sim, redefinir as prioridades na despesa pública”, comenta Catroga.
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cucu
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se o estado esta gordo é de não pagar aos seus fornrcedores a tempo e horas e de engordar uma "nobreza" (gestores)previligiada à custa dos demais trabalhadores e instituições que para si trabalham.
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