Edição Impressa - Finanças

Finanças Pessoais 2008-04-11 00:05

Como ganhar dinheiro no mundo virtual Second Life

Internet abre oportunidades de lucro.

Tiago Figueiredo Silva

Num século de mudanças, responder às exigências do mercado utilizando tecnologias de ponta é a chave para o sucesso de qualquer empresa. Com a Internet mais do que explorada, os horizontes viram-se agora... para fora deste mundo.

A nova alternativa está nos ambientes simulados como forma de comunicação e rentabilização e o Second Life (SL) é o seu melhor representante.

No entanto, para se iniciar neste mundo virtual a três dimensões não basta comprar um terreno e começar a construir. O processo é mais complexo e envolve etapas como ter a tal ideia original, desenvolver um plano de negócios até chegar à presença virtual.

É neste contexto que surge a portuguesa Beta Technologies (BT).

A ‘joint-venture’ com a nova-iorquina Full House, explora o desenvolvimento de presenças virtuais institucionais em ambientes tridimensionais para clientes de todo o mundo, adaptando a tecnologia do mundo virtual para transmitir a imagem e a missão das empresas. Com mais de 60 projectos desenvolvidos, na sua grande maioria para empresas internacionais, os auto-denominados “arquitectos do mundo virtual” são a porta de entrada para o Second Life.

“As oportunidades de negócio no SL são ilimitadas, basta ter uma ideia nova e boa”, considerou o gestor de negócio da BT, Luís Sequeira.

Contudo, a equipa multidisciplinar e as várias parcerias permitem à Beta Technologies ir mais além da construção, arquitectura, e programação.

Para responder às necessidades dos interessados em ingressar no mundo virtual, a empresa conta com serviços de assessoria, consultadoria e ‘marketing’. Com um processo de início na “segunda vida” que tanto pode partir das empresas como da própria BT os prazos de execução de projectos são indiscutivelmente positivos: com contrato assinado a empresa demora apenas 4 a 6 semanas, tendo já conseguido terminar em apenas 2 semanas. No entanto, o processo, independentemente do ângulo escolhido, só peca na hora da negociação, tudo por culpa da falta de indecisão das empresas.

Os custos podem ser atraentes, dependendo da dimensão do projecto: oscilam entre os 10 e os 15 mil euros, podendo ser acrescidas despesas com os serviços de ‘marketing’, caso o cliente não tenha sua própria agência.

O raciocínio é simples: não é necessário investir muito mas, saber investir de forma inteligente.

Dar a conhecer e divulgar a presença virtual da empresa, a última e derradeira prova de esforço poderá assentar no grande espaço potenciador do ‘passa a palavra’. Contudo, caso o cliente não tenha a sua própria agência de ‘marketing’, a BT dá igualmente o seu apoio através de várias estratégias (como recorrer a celebridades do SL) ou do uso das suas parcerias.

Mas, tal como “não há almoços grátis”, o retorno dos investimentos feitos não é directo mas sim de ‘marketing’. Ou seja, a própria exposição às marcas e produtos representam a grande vantagem em termos de benefícios e na associação da imagem e da corrente de pensamento da empresa.

Apesar de ser impossível contabilizar a conversão de utilizadores em clientes, o Second Life representa já a nova aposta virtual das empresas junto dos seus clientes reais.


Os diferentes cenários das empresas

Mais duas empresas nacionais a caminho do Second Life
O percurso da Beta Technologies no panorama nacional tem conhecido diferentes cenários. Depois de terem lançado várias propostas a empresas nacionais - como a Novabase - que acabaram por não ter sucesso, a BT deixou de apostar claramente no nosso país encontrando-se, no entanto, neste momento a negociar projectos com duas grandes empresas.

“O problema das empresas em Portugal está no seu tempo de decisão no processo de negociação” que, de acordo com o fundador e sócio gerente da Beta Technologies, Jorge Lima, se deve à demora em saberem o que pretendem e na constante mudança de opinião. No entanto, apesar da disponibilização de informação os motivos não ficam por aqui: a falta de dinheiro, de entusiasmo e de confiança em investir no SL, bem como, a escassez de tempo e pessoas, são outras das causas apontadas. “Tenho esperança que o cenário mude”, concluiu o mesmo responsável.

A grande aposta das multinacionais americanas
A grande falta de confiança em investir no Second Life por parte das empresas nacionais é contrariada pelo forte apetite demonstrado pelas gigantes multinacionais, sobretudo as norte-americanas. Os mais de 60 projectos desenvolvidos pela Beta Technologies tiveram como destino, na sua grande maioria, empresas internacionais e entre os grandes contratos encontram-se nomes como a Xerox ou a Honeywell. Depois de um 2007 direccionado para o ‘marketing’, a aposta da Beta Technologies centra-se agora em vertentes como a formação ou a simulação. Os resultados com do projecto da Xerox são reveladores dessa aposta: a nível prático, com a combinação da formação interna de trabalhadores com a simulação da utilização de várias fotocopiadoras da empresa, bem como monetário, uma vez que os vários projectos apresentados já superaram a fasquia dos 60 mil euros.


As várias adaptações de acontecimentos da vida real no contexto virtual do Second Life

Campanhas Eleitorais - António Costa para a Câmara de Lisboa
A sede da campanha de António Costa, candidato do PS à presidência da Câmara de Lisboa nas eleições intercalares, foi um dos pequenos projectos apresentados pela Beta Technologies, num valor inferior a 5 mil euros.

Solidariedade - Desaparecimento de ‘Maddy’ McCann
O desaparecimento de Madeleine McCann a 3 de Maio de 2007 no Algarve também chegou ao Second Life, com a colocação de vários ‘posters’ digitais em locais estratégicos no mundo virtual com o objectivo de ajudar às buscas.

Sistema Monetário - Linden Dollar é a moeda oficial
Não tem valor directo na vida real, mas o Linden Dollar pode ser convertido em dólares ou comprado através de Paypal. A moeda virtual aproxima-se de tal modo da realidade que sofre flutuações em relação à divisa norte-americana.

Salões Virtuais - para apresentação das novidades
A Renault ou a Peugeot são algumas das marcas que aproveitam o Second Life para darem a conhecer os últimos modelos, antes mesmo de serem comercializados na vida real, possibilitando a realização de ‘test drives’ virtuais.

Informação Virtual - sobre o mundo ‘real’ para os residentes
A Reuters abriu uma delegação virtual no Second Life, com direito a chefe de redacção, na qual publica notícias, imagens e vídeos do mundo ‘real’ para os residentes, garantindo as regras editoriais apesar do ambiente virtual.

Comentários
 
Expert
Não se iludam com o maravilho mundo do Second Life. De facto é na existência de uma moeda virtual, sem qualquer supervisão por uma identidade finaceira, que reside o maior perigo. Quem garante que esta moeda tenha cobertura uma vez que é totalmente dependente da Linden Labs, o que constitui um risco a longo prazo. O Second Life pode constituir para servir como vitrina ou plataforma de contacto entre produtos e cliente, no entanto o grande negócio é feito fora do Second Life.
 
rocky musashi (info@powernet.online.pt)
para expert estamos bem desactualizados. Obviamente que desconhece o trabalho de produzir estes produtos e do facto que os ministerios das finanças ue ja chegaram a acordo a linden labs e todos nos habitantes rl ja pagamos impostos. quanto a cobertura de uma moeda ela e mais que muitas Ex africa que nao tem paridade nenhuma fora desses paises de registo , baseia se na oferta e na procura. como qualquer economia se nao houver esses fenomenos acaba como tudo. mas pelo que temos visto nas empresas normais do mundo real a sua solidez mesmo algumas das mais fortes e maiores e discutivel. deixo portanto a pergunta : alguma vez entrou no secondlife ? ou e mais um expert de fora que fala pelo que vai ouvindo ? Um residente no secondlife
 
Shagrath Gothly (pedro@realsp.com)
que um ordenado. Ou no caso de muitos tornar-se um part time para ajudar os custos da Vida Real. Discordo também quando o Sr. Expert afirma que o grande negócio é feito fora do Second Life pois no meu caso todo o lucro é obtido "In World" ou seja, dentro do próprio Second Life e convertido a posteriormente para dinheiro real. Agora algumas pessoas devem estar a pensar no que se pode vender num "jogo". Pode vender todo o tipo de itens que são vendidos na vida real e ainda mais alguns específicos de mundos virtuais ou jogos, ou pode simplesmente pode-se tornar numa modelo e receber por sessão fotográfica ou então ser DJ e receber ordenado á hora ou por organização de eventos. As possibilidades são tão ilimitadas como na vida real. Agora relativamente ao cambio da moeda que suscita tantas duvidas. No Second Life existe um Moeda chamada Liden Dollar com uma taxa de câmbio aproximada de 268 lidens dollars são 1 dollar real. Através do website do Second Life pode converter os seus lidens em dollars e solicitar a transferência para o Paypale para transferir para a sua conta do banco, ou pedir a Liden Labs que envie um cheque para o seu domicílio, ou então pode simplesmente se dirigir a um agência de câmbio que aceite Lidens Dollars. Espero ter ajudado com este meu comentário, se tiverem mais duvidas ou questões podem entrar em contacto comigo por email, ou “In World” o meu nome de residente é Shagrath Gothly Espero por vós no Second Life Cumprimentos Shagrath Gothly
 
juh
O jogo é completamente em engles?
 
 
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