Edição Impressa - Finanças

Finanças Pessoais 2008-04-11 00:05

Guia para preparar a reforma

Três euros por dia chegam para reforma de mil euros por mês. Veja as soluções dos PPR.

Bárbara Barroso e Sandra Almeida Simões

Quanto tem de poupar para garantir um complemento de reforma de 1.000 euros? Foi esta a pergunta que o Diário Económico colocou a alguns bancos, seguradoras e sociedades gestoras de fundos.

No caso PPR Poupança Activa, do BES Vida, são necessários 88 euros por mês, ou seja, cerca de três euros por dia, para quem inicie a poupança aos 25 anos.

A idade é, aliás, um factor determinante para quem quer constituir poupança para a reforma. Se o aforrador apenas começasse a poupar aos 35 anos teria de fazer entregas mensais de 407 euros para garantir a mesma reforma de 1.000 euros.

O Leve PPR, da Caixa Geral de Depósitos (CGD) permite ao aforrador, a partir de 25 euros, constituir uma poupança para os dias dourados. Este produto financeiro apresenta três opções ao investidor, sendo que numa delas além de garantir o capital investido a taxa de rendimento é fixa e anunciada anualmente (para 2008 a taxa é de 4%).

Para os investidores mais arrojados e que procurem uma maior rendibilidade a opção poderá recair pelos PPR sob a forma de fundo de investimento. Nos últimos 12 meses, o BPI Reforma Acções PPR foi o mais rentável (4,79%) da categoria de fundos poupança reforma, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP).

Chegar à reforma com 332 mil euros é possível mas para isso os investidores terão de abdicar de uma boa quantia mensal, o que pode não ser conseguido por todos os portugueses. No PPR Açoreana, para ter uma reforma de 1.000 euros precisa de fazer entregas de 462 euros, aos 25 anos, ou nos 708 euros, para quem tem 35 anos.

Quanto mais elevado for o montante entregue mensalmente maior será a reforma. No caso da entrega mensal ser de 25 euros, se começar aos 35 anos, na reforma terá cerca de 9.900 euros, se investir no PPR Opção garantida, da Axa, que tem um juro anual de 2,4%.

Elevando as entregas por mês aos 100 euros, no Protecção Poupança Reforma do Crédito Agrícola, teria cerca de 56.500 euros acumulados na reforma (começando a poupar aos 35 anos).

O Santander apresenta também uma oferta extensa e adequada a vários bolsos. Há PPR cujo montante mínimo começa nos 25 euros e até outros cujo mínimo exigido são 75.000 euros. Conforme o produto escolhido as rendibilidade situam-se entre os 2,5% e os 3,03%.

O Millennium bcp dispõe de PPR quer sob a forma de seguros de capital garantido e fundos. As rendibilidades variam, assim como os montante mínimos exigidos (30 euros a 1.250 euros, consoante o produto subscrito).

O Activobank7 disponibiliza uma oferta variada de produtos que, apesar não serem PPR, apresentam-se como produtos de poupança para a reforma.


PPR

-  As entregas nos PPR podem ser feitas através de tranches pré-definidas, ou não, e de forma periódica ou ocasional.

-  Na reforma, o investidor pode optar por resgatar a totalidade do capital ou o montante capitalizado em parcelas ao longo dos anos pré-acordados.

-  Os benefícios fiscais nos PPR traduzem-se na dedução à colecta de 20% das entregas  tendo como máximo 400 euros, se o subscritor tiver até 35 anos; 350 euros se tiver entre 35 e 50 anos (inclusive) ou 300 euros, se tiver mais de 50 anos.

Comentários
 
J Silva
Muitos e bons produtos mas só para os ricos. Os pobres para poderem fazer PPRs, tinham de deixar de comer enquanto novos, o que como é óbvio, não chegariam à idade da reforma, pois morreriam antes.
 
C Almeida
Infelismente só quem tem um BOM ORDENADO é que consegue fazer PPR pois da maneira como estão as coisas no país,o que recebemos mal chega para pagar as despesas e comer. Isto dos PPR's é uma afronta aos pobres.
 
A. Ferreira
Não Há planos para pobres? è que entregar uma mensalidade superior ao salário minimo (462€) a partir dos 25 anos é obra. `necessário ir roubar nas horas vagas.
 
A.F.V.
Sim se tivermos que dar o nosso ordenado (400€)por mês para ter a tão almejada reforma um dia, temos que ir roubar ou pedir com um saco.
 
Ricardo Oliveira
Desde o principio da humanidade que há ricos e pobres só que muitas das vezes os ricos fazem mais sacrificios que os pobres e para virem a ser ricos tiveram que fazer sacrificios tenho a certeza ninguém chega a rico gastando chega a rico ganhando e poupando. O que falta ao nosso povo é falta de ambição em vez de andarem chorando a miséria e perdendo tempo invejando os ricos seria melhor trabalharem pouparem para um dia serem ricos. Os PPR ficam mais baratos que um maço de cigarros por dia pelas cervejas que se tomam nos bares pelos almoços e jantares com amigos pelas despesas com as meninas de cabaré etc. etc. etc.
 
Apolítico
J Silva, bem escrito. Entendo que não devemos ser estado-dependentes mas quando o assunto é reforma, esta é uma das obrigações mais básicas que o estado tem para com os seus contribuintes. E neste respeito, há uma deriva preocupante para a desresponsabilização através dos PPR's - 'cada um que cuide de si porque nós não garantimos coisa nenhuma (para além de não sabermos fazer contas)', parece ser a mensagem que nos querem transmitir. O discurso social é por isso vazio, porque, na prática, tudo converge no sentido oposto. Como querem ter credibilidade? Incentivem a natalidade (em vez de aeroportos, TGV's e estádios de futebol), façam contas como deve ser (em vez das soluções avulsas que garantem a sustentabilidade até ao ano X. E depois? Esta gente não sabe fazer contas?!)
 
NapoLeão
A ideia de poupança...é uma boa ideia. Por tradição, os portugueses optavam pelos Certificados de Aforro. Até que este Governo se lembrou "de entalar" os Aforristas. Sendo estes pequenos poupadores, não optavam pelos PPR dos bancos face ao risco inerente. Agora, com esta situação económica de vacas magras...quem pode poupar ?
 
Outro Mundo
O "senhor" Ricardo Oliveira é de certeza católico apostólico romano.
 
Frodrigues
Querem os Srs dizer que 88,00 € ao fim de 40 anos com o PPR mais rentável -4.79% - fico com 1.000,00 € ?. era bom era ! com o PPR Reforma Segura parece que estou a perder dinheiro o Unico beneficio é o do IRS
 
Júlio Coelho
Sr. Ricardo Oliveira, só mais uma coisa: quantos maços de cigarro você precisaria de não fumar para ter pelo menos metade da riqueza de um qualquer milionário Português? faça as contas e depois vai vêr que o problema do povo Português não está nas barbaridades que diz no seu comentário mas sim no principio ideologico do seu raciocinio que infelizmente prulifera neste país. Não me diga que os multi-milionários deste país com a crise que se instalou deixaram de fumar os seus charutos cubanos?????, não é o que se vê, outra coisa eu não fumo, não vou a cabaret´s, não vou para noitadas e não sou milionário.........não generalize.
 
NapoLeão
Meu caro Ricardo Oliveira: Vive em Portugal ? Sabe o que significa PPD ? PPD= Portugal País Desigual ! Duvida ?
 
Ruiz Bacalero
Quem escreveu este artigo já se perguntou, que percentagem da população que trabalha, pode e consegue subscrever um PPR ? Qual o valor do ordenado mínimo nacional ? Qual a percentagem das pessoas que o ganham ? È um produto dirigido a uma classe expecífica.
 
José António (j.pegado@oniduo.pt)
O Srº. Ricardo de oliveira nasceu num berço de ouro, certamente deve andar arredado da vida real do povo. A vida não é só trabalho, é também diversão. É necessário ganhar bem para poder dispor de quantia tão avultada para os ordenados actuais.
 
Silva
Toda a gente sabe que existe um fosso cada vez maior entre as classes sociais deste pais.Culpados são a classe politica depois do 25 de Abril.Essa tem as mordomias todas.Bastam 12 anos de deputado mas o povo continua a votar ora num ou ora noutro.Quem é que paga as contribuições! Os trabalhadores por contra doutrem. Existe 20% da econumia paralela que não paga nada.A somar estes há um exercicito muito grande e desses não falam de rendimentos minimos.Portanto a classe média já não tem muita margem para suportar mais encargos mesmo em PPR.Este pais precisa é de um lider com pulso.Quem é que paga nos hospitais as taxas moderadoras. A classe média. Os reformados estão exentos e o resto todo da população.Os ordenados estão muito baixos para o custo de vida em Portugal.
 
 
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