Finanças Pessoais 2008-04-18 00:05
Art Invest para quem gosta do sobe e desce das bolsas
Fundo do Banif existe há quatro anos e gere activos de três milhões de euros.
Paula Alexandra Cordeiro
Para os investidores mais arrojados que gostam do sobe e desce das bolsas existem produtos financeiros que permitem usufruir das potenciais rendibilidades que as aplicações efectuadas em obras de arte podem gerar.
Em Portugal, apenas o Art Invest do Banif-Gestão de Activos está disponível para concretizar os sonhos dos investidores que apreciam uma bela pintura. O fundo especial de investimento foi lançado em 2004 e aplica os seus três milhões de euros em unidades de participação do fundo ‘The Fine Arte’ (um dos fundos de arte mais conhecidos e conceituados na área) e na compra directa de obras de arte. A colecção deste fundo conta com obras de vários artistas portugueses e brasileiros, como Julião Sarmento, Paula Rego, Rui Chafes, Jose Pedro Croft e Mira Schendel.
No final do ano de 2007, o fundo apresentou uma rendibilidade de 9,06%, mas desde o seu lançamento o retorno aproxima-se dos 5%. O melhor exercício foi o de 2005, cuja taxa superou os 14%. No ano seguinte descia para meros 0,23%.
Os responsáveis pela gestão deste fundo especial de investimento disseram ao Diário Económico que o fundo “tem privilegiado o investimento em arte contemporânea”.
O mercado de arte tem apresentado um crescimento sustentado que dura há mais de uma década, sendo que, globalmente, o crescimento foi superior a 150%. Destacou-se neste período o sector da arte contemporânea que obteve uma valorização superior a 230%, explicou o Banif.
O Art Invest é um fundo a 10 anos. No período de desinvestimento, o montante gerado pela venda das obras será distribuído pelos participantes até à total liquidação do fundo. “Os fundos de arte têm que ser vistos com um investimento de longo prazo”, disse João Rendeiro.
Mercado de arte em queda no primeiro trimestre
Embora muitas vezes os investimentos em arte sejam considerados alternativos, este mercado não está totalmente imune a crises. Aliás os problemas do crédito imobiliário de alto risco dos EUA estão a ter reflexos a nível mundial e a arte não ficou para trás. O Artprice Global Index mostra que os preços das transacções de arte a nível internacional registaram uma queda de 7,5% no primeiro trimestre, face ao último período de 2007.
No sítio da Internet Artprice.com, líder na informação do mercado de arte, pode ler-se que a queda dos preços também influenciou as vendas nos leilões, cujo número registou uma descida de 18%.
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