Finanças Pessoais 2008-04-18 00:05
“É uma reserva de valor de longo prazo”
João Rendeiro é o principal mentor da Ellipse Foundation, cuja colecção está avaliada em 50 milhões.
Paula Alexandra Cordeiro
João Rendeiro começou a coleccionar arte na década dos anos 80. O gestor define arte, não como um investimento financeiro normal, mas “uma reserva de valor de longo prazo”.
O ‘chairman’ do Banco Privado Português (BPP) é um dos principais mentores da Ellipse Foundation, cuja colecção de obras de arte está avaliada em 50 milhões de euros, e, por isso mesmo, deixa algumas recomendações a quem quer entrar neste mundo. “É um sector que vale a pena, mas existem regras básicas, como o gosto pessoal, a necessidade de aconselhamento, porque é mercado altamente especializado”.
Por outro lado, Rendeiro lembra que o investidor deve ter em linha de conta que o investimento em arte é ilíquido, ou seja, não é fácil realizar o dinheiro de uma venda.
“Os primeiros investimentos devem ser feito com base em muito conhecimento. Para se fazerem compras de arte tem que se visitar muitos galeristas, utilizar os serviços de aconselhamento, ir aos leilões”, adianta.
Para quem quer começar a entrar neste negócio, João Rendeiro diz que a arte contemporânea “tem preços mais acessíveis, enquanto na arte clássica muitas vezes os valores são inatingíveis”.
Sobre a Colecção Ellipse, que é composta por 860 peças, adiantou que já é colecção internacional de referência a nível europeu. Em 2006, possuía 404 obras representativas de 125 artistas, com o valor de aquisição de quase 17 milhões. Cerca de 11% foi destinado à pintura.
|
 |
| Comentários |
| |
| |
 |
|
|