Finanças Pessoais 2008-05-02 00:05
Depósitos ou acções?
A longo prazo existe uma regra simples que poderemos chamar de 1,3,6.
José Santos Teixeira
Os recentes e tristes episódios dos mercados financeiros levaram muitos investidores a baixar as fortes volatilidades das suas carteiras transformando-as nos clássicos “depósitos a prazo”; anulando assim a volatilidade. Esperemos que o tenham feito no bom momento (final do ano passado) e não já em Março/Abril deste ano. A relativa acalmia dos mercados resultante da cessação das “más notícias” põe o problema do “regresso ao mercado de acções”?
Será o bom momento? Duas respostas:
- A curto prazo, é sempre muito difícil (ou mesmo impossível) escolher o melhor momento para comprar ou vender. Assim uma das soluções consiste em dividir o investimento total em várias fases de modo a comprar a um preço médio aceitável e evitar quebras inesperadas dos mercados.
- A longo prazo existe uma regra simples que poderemos chamar de 1,3,6.
Vejamos como funciona a partir das estatísticas americanas dos últimos 100 anos, e que são igualmente válidas para períodos mais curtos de 30 anos (o tempo normal de constituição de uma carteira de investimento).
- Para o investidor que pretende aliar segurança total e rentabilidade garantida a curto prazo, os certificados de aforro ou Bilhetes do Tesouro proporcionam cerca de 1% de rentabilidade acima da inflação.
- Aceitando alguma variação das cotações, mas tendo a garantia de recuperar a totalidade do seu capital, as obrigações do Tesouro têm permitido uma rentabilidade de 3%.
- Se é candidato a uma rentabilidade anual média de 6% terá de constituir uma carteira de acções diversificada. É evidente que pode melhorar esta rentabilidade de duas formas: concentrando investimento nalguns títulos ou realizando arbitragens com os títulos em carteiras. Mas não tem qualquer garantia de reembolso e terá de aceitar a volatilidade resultante dos “aleas” do mercado e do título em carteira.
Que solução preferir:
É evidente que a resposta só pode ser sua. Até porque poderá misturar os três tipos de títulos acima, constituindo uma carteira diversificada em que a percentagem de acções nunca poderá exceder 100% menos a idade do investidor. Como vê é fácil caso abdique de gerir a carteira. O que é difícil é gerir.
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José Santos Teixeira, Presidente da Optimize
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