Finanças Pessoais 2008-05-02 00:05
“Poupar” com a subida do petróleo
Até Setembro de 2007 os preços do petróleo eram influenciados sobretudo pela lei da oferta e da procura.
Alexandre Narciso
Na sequência disso, era usual vê-los subir sempre que havia indícios de aumento do consumo ou perante restrições na oferta (via decisões da OPEP em diminuir as quotas de produção, tensões geopolíticas, ataques terroristas, etc.). Mas em Setembro as dinâmicas do mercado modificaram-se. Nesse mês, a Reserva Federal norte-americana (Fed) efectuou o primeiro corte, em quatro anos, da sua taxa de juro de referência como resposta à crise dos subprimes. Com este corte de taxa, o objectivo de investimento juntou-se à lei da oferta e da procura como factor na determinação da cotação do petróleo. Porquê? Porque, à imagem de outras matérias-primas, o petróleo passou a ser procurado pelos investidores como um refúgio face à desvalorização do dólar norte-americano. E esse aumento da procura por parte dos investidores, mais do que compensou a diminuição da procura para consumo, fruto do abrandamento da economia mundial. Desde essa data, e na sequência dos sucessivos cortes de taxas por parte da Fed, temos assistido a uma escalada no preço do ouro negro ao renovar sucessivamente máximos históricos. Naturalmente, este aumento do preço tem-se reflectido na carteira dos portugueses via aumento do preço dos combustíveis.
Mas onde existe um “problema” existe sempre uma “oportunidade”… É que, de acordo com os dados disponibilizados pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço do Brent (petróleo originário do Mar do Norte que nos serve de referência), aumentou cerca de 20% desde Setembro de 2007 até Março de 2008 – dos 55,28 € para os 62,46 €. Porém, o preço médio da gasolina sem chumbo 95, uma das mais consumidas em Portugal, aumentou pouco mais de 4% em igual período – dos 1,327 € à data de 28/09/07 para os 1,382 € à data de 28/03/08. Ou seja, o consumidor viu a sua factura em combustível crescer 4% neste período. Porém, se tivesse investido em petróleo, através da compra de futuros ou de ETFs (Exchange Traded Funds), estaria a ganhar sensivelmente 20%, o que mais que lhe compensaria o aumento do preço da gasolina.
No contexto actual, o consumidor/investidor pode conseguir a proeza de “poupar” no combustível investindo no petróleo, apesar do preço deste estar a níveis historicamente altos.
____
Alexandre Narciso, Direcção de Investimentos do Banco Best
 |
| Comentários |
| |
|
Antonio
|
|
Isto é tudo muito bonito e agora pergunto quantos Portugueses sabem o que é ETFs e Futuros,nem ações a maiorias dos Portugueses sabe utilizar,como pode alguem saber se não há que ensine as televisões sabem é dar programas de merd..... depois dizem que os portugas gastam e não guardam dá-me vontade de rir.
|
| |
|
Mendes
|
|
Está bem visto sim senhor. Farto me de ouvir que o petroleo so sobe em dolares mas pelos vistos em euros tambem sobe e nao e pouco. Acho muito bem que se chame a atenção das pessoas para estes factos.
|
|
| |
 |
| |