Edição Impressa - Finanças

Finanças Pessoais 2008-05-02 00:05

Qual a melhor opção: taxa fixa ou taxa variável?

Face a uma eventual subida de juros, a taxa fixa compensa.

Sandra Almeida Simões

Comprar casa implica contrair um empréstimo para a maioria dos portugueses, o que obriga a um estudo detalhado dos vários produtos de financiamento disponíveis nas mais diversas instituições bancárias. São várias as opções encontradas, sendo que os empréstimos indexados à Euribor a três e a seis meses são as hipóteses de financiamento mais comuns.

Mas, para aqueles que não querem ver a prestação subir com a escalada da Euribor, a taxa fixa pode ser uma opção.

Com o início do ciclo de subida dos juros, iniciado pelo Banco Central Europeu (BCE) no final de 2005, e que conduziu a Euribor para um nível próximo dos 5%, os bancos apostam na taxa fixa. A taxa de referência do BCE situa-se nos 4% e as perspectivas de manutenção, subida ou descida são uma incógnita, uma vez que o presidente do BCE, Jean Claude Trichet, quer travar a pressão inflacionista.

Desde o início do ciclo de subidas registou-se um aumento na procura por empréstimos com um período inicial de taxa fixa. Esta solução oferece a segurança de saber exactamente o valor da prestação do contrato de crédito. Independentemente das oscilações de mercado que ocorram durante a vigência do contrato, a taxa de juro permanece inalterada durante o período de taxa fixa e se existir uma oscilação da Euribor a prestação não é alterada.

O período de taxa fixa varia consoante o banco. No Montepio Geral, por exemplo, pode ser de 2, 3, 4, 5, 10 e 15 anos. Após esse período, o contrato passa a ter uma taxa indexada à Euribor ou é negociado um novo período de taxa fixa.

Para um empréstimo de 150 mil euros, a amortizar durante 30 anos, associado a um ‘spread’ de 0,7% e a uma taxa fixa de dois anos, a prestação mensal é de 840,42 euros e de 832,95 euros após os primeiros dois anos, assumindo que é aplicada a taxa variável. Por sua vez, na modalidade de prestações constantes o encargo é de 832,58 euros.

Assim, a escolha por um crédito a taxa fixa pode compensar quando a expectativa aponta para que as taxas de juro subam. Por outro lado, quando as previsões forem de descida de juros, já não compensará. Isto porque, normalmente as taxas aplicadas são mais elevadas do que as médias mensais da Euribor. E com a descida dos juros, estas taxas tendem a alinhar com a taxa directora do BCE.

Comentários
 
Tonecas
Qual a novidade deste artigo? O que interessa é saber se em breve baixem ou sobem. Se estão a subir, sobem até quanto e até quando? Isso é o que interessa saber. Esse artigo é "chover no molhado".
 
K@t
E sempre bom verificar que temos varias opções, mas para quem gosta de saber com o que conta sem duvida que as fixas são uma mais valia. PS: O Tonecas e o numeros do Euromilhões também davam jeito!
 
Isabel Silva
Gostaria apenas que alguém me explicasse como é que se controla a inflacção com as taxas de juro a subirem constantemente. A Economia não é a minha área e numa primeira abordagem tudo isto me parece um contra senso...com toda esta pressão não tardará que muitos dos detentores de empréstimos deixem de pagar. E já agora, de consumir!
 
 
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