Finanças Pessoais 2008-05-16 00:05
Lisgráfica renasce para a bolsa e aumenta liquidez em mais de 800%
Sem grande visibilidade e a negociar no PSI Geral, a gráfica valorizou 30% desde o início do ano.
Sandra Almeida Simões
Está longe dos holofotes mediáticos. No entanto ofusca e ‘pulveriza’ a concorrência, pelo menos na bolsa nacional. Esta é a “fotografia” da Lisgráfica, uma das maiores gráficas nacionais. A sua actividade principal compreende a impressão e acabamento de revistas, suplementos, folhetos, catálogos e listas telefónicas. Títulos como a “Visão” e o “Expresso”, da Impresa, entre outras publicações, constam no seu ‘portfolio’.
Liderada por António Patrocínio, está cotada no PSI Geral e ocupa o segundo lugar do ‘ranking’ das valorizações este ano. Desde Janeiro, a Lisgráfica subiu 30%. E embora não tenham surgido notícias muito relevantes nos últimos meses que justifiquem esta valorização, os ganhos têm sido conseguidos com base em volumes muito fortes.
De tal forma que, no final de Fevereiro deste ano, a empresa passou a negociar em contínuo, abandonando a transacção por chamada. Assim, do início de Março até agora, a gráfica regista um volume médio diário de transacções superior a 761 mil acções, mais de 800% face à média de 2007 que era de 83 mil acções.
Este desempenho permite-lhe posicionar-se como a 18ª empresa com maior volume de papéis trocados na bolsa. Aliás, a Lisgráfica já transaccionou mais acções este ano do que no total dos anos anteriores. Porém, no que se refere à liquidez (em euros), a gráfica desce para a 35ª posição, com uma média diária de 110 mil euros. Cada acção custa actualmente 0,13 euros.
Apesar de em 2007 não ter, pela primeira vez, superado a produção do ano anterior, a empresa concluiu no início desta semana a fusão com a gráfica Heska, o que dará origem a uma das maiores empresas do sector na Península Ibérica, com um volume de negócios conjunto a ascender aos 60 milhões de euros anuais.
A Gráfica vista à lupa
Os ‘drivers’ em bolsa
O facto de a empresa não ser familiar ao pequeno investidor, não favorece o título. No entanto, o seu desempenho bolsista este ano, os seus projectos de crescimento e expansão internacional, aliados à ainda ligeira recuperação dos mercados, poderão contribuir para abrir o apetite dos investidores.
Os riscos para 2008
Em 2007, a empresa registou um prejuízo de 6,7 milhões de euros contra um resultado negativo de 2,3 milhões em 2006.
A Lisgráfica tem como pano de fundo um cenário desfavorável. O agudizar da concorrência e o esmagamento dos preços, a concorrência de Espanha, bem como a queda do investimento publicitário ameaçam a empresa.
Projectos na calha
Dimensão internacional será uma das grandes apostas. O registo comercial da fusão entre a Lisgráfica e a Heska já foi efectuado, depois do acordo assinado em Dezembro de 2007. A fusão permitirá criar a maior gráfica nacional, com capacidade para se afirmar nos mercados internacionais, sobretudo no espanhol, onde já estão presentes.
O que dizem os analistas
“Comprar”, “vender” ou “manter” são palavras que não constam na história bolsista da empresa. A Lisgráfica não tem analistas que efectuem a sua cobertura. Até 29 de Fevereiro deste ano, a empresa negociava através de chamada, devido à fraca liquidez. Com volumes mais fortes passou a transaccionar em mercado contínuo.
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FS
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Pelo sim pelo não, eu estou a acumular!
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