Finanças Pessoais 2008-05-16 00:05
Galp, Sonae e EDP são as preferidas pelos fundos
Gestores esperam uma estabilização do PSI 20 em Maio e apostam no sector energético e na Sonae.
Pedro Latoeiro com Reuters
EDP, Galp e Sonae são as acções preferidas dos gestores de fundos nacionais para Maio, mês em que a bolsa de Lisboa deverá continuar a recuperar terreno, segundo uma ‘poll’ de analistas realizada pela Reuters.
A EDP, maior empresa cotada portuguesa, mantém o seu estatuto de ‘top pick’ devido às expectativas em torno da colocação da sua unidade de energias renováveis em bolsa, referem os gestores de fundos.
“(A EDP) tem ‘upside’ fundamental e beneficia da possível colocação em bolsa da divisão de renováveis, o que trará maior visibilidade para este negócio”, sublinha a equipa de gestão do BPI.
A Galp Energia, por seu turno, deverá ser suportada pela escalada dos preços do petróleo e por eventuais novidades em relação às descobertas de ‘ouro negro’ no Brasil, defendem os mesmos especialistas consultados pela agência.
Desde o início do ano, as acções da petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira acumulam uma desvalorização de 9%, mas no último mês os títulos registam um ganho superior a 5%.
Já Sonae poderá beneficiar dos resultados da sua subsidiária Sonae Distribuição e do carácter defensivo do título, argumentam os gestores. A ‘holding’ da família Azevedo perde mais de 37% em 2008, o pior desempenho no índice PSI 20.
Portugal Telecom, Semapa, Martifer e Jerónimo Martins também integram as apostas dos gestores do BPI, Santander, ESAF e Banif para o mês de Maio. A F&C Portugal, responsável pela gestão dos fundos do Millennium bcp, não identifica ‘top picks” mas destaca os sectores da energia, construção e media.
PSI 20 estabiliza
Quanto à evolução do PSI 20, principal índice da bolsa portuguesa, os gestores acreditam que haverá alguma estabilização. No entanto, a capacidade de recuperação da praça lisboeta continua dependente do comportamento dos pares europeus.
“Acreditamos que os mercados ainda enfrentam alguns riscos. O PSI 20 deve ter um comportamento idêntico ao dos restantes mercados internacionais”, refere a equipa de gestores do Santander.
“Reconhecemos valor nos títulos do mercado português, há ‘upside’ fundamental no mercado se a situação no exterior não se deteriorar”, afirmou Pedro Pintassilgo, da F&C Portugal.
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