Eleições no dia 24 de Maio de 2008 2008-04-18 00:05
Luís Filipe Menezes avança para eleições antecipadas
O lider do PSD, constantemente pressionado pela oposição interna, decidiu tomar o pulso às bases e avaliar a sua liderança.
Francisco Teixeira
Luís Filipe Menezes decidiu ontem colocar a sua liderança à prova e convocar eleições directas no PSD, apurou o Diário Económico enquanto ainda decorria a reunião da Comissão Política do partido.
A pressão dos últimos tempos com permanentes críticas em público ao seu trabalho enquanto líder da oposição, a juntar ao mau desempenho nas sondagens (que colocam o PSD entre os 26% e os 29%), obrigaram o líder do PSD a dar o dito pelo não dito – há um mês e meio prometeu que, “em nenhuma circunstância”, convocaria eleições directas no PSD antes de 2009.
Pela frente, Menezes tem, desde já, dois opositores: o ex-ministro da Justiça, José Pedro Aguiar Branco e o empresário e ex-líder da JSD, Pedro Passos Coelho.
Nas últimas semanas tem aumentado a pressão da oposição interna sobre Luís Filipe Menezes. Jantares mais ou menos públicos, muitos telefonemas e uma permanente troca de impressões entre Manuela Ferreira Leite, Alexandre Relvas, Nuno Morais Sarmento, José Luís Arnaut, Rui Rio e José Pedro Aguiar-Branco deixavam antever a preocupação dos notáveis do partido com o rumo dos acontecimentos.
O ex-ministro da Justiça, José Pedro Aguiar-Branco, que ontem anunciou ser candidato a líder do PSD pode ser, agora, “obrigado” a deixar cair a sua velha aspiração caso seja confrontado com uma candidatura mais forte vinda das alas barrosista ou cavaquista. E candidatos não faltam.
Marcelo Rebelo de Sousa parece ser o nome por que todos anseiam. O professor tem a popularidade do seu lado, muito fruto da exposição semanal nos comentários televisivos. Contudo, parece ter outras ambições. Numa crónica na “Sábado”, Maria João Avillez, conta um jantar entre o professor e Morais Sarmento. O ex- número dois de Barroso queria conhecer as aspirações de Marcelo e terá obtido como resposta que o seu regresso à política activa pode exigir “outros calendários” e, talvez, outras portas de entrada - a Presidência da República.
Recentemente, em declarações ao Diário Económico, Marcelo deixava uma garantia: ao contrário dos outros críticos da liderança de Menezes não pretende “derrubar o líder”.
Ontem, em entrevista à “Visão”, foi a vez de José Pedro Aguiar Branco assumir que iria recolher as 2.500 assinaturas necessárias para obrigar o líder do PSD a convocar um congresso.
Já Pedro Passos Coelho, ao Diário Económico, reafirmou, antes de ser conhecida a decisão de Menezes, que está “disponível” para se candidatar e não será “egoísta a ponto de não aceitar os calendários que se proporcionarem”.
Certo é que o próprio Luís Filipe Menezes se antecipou às evidências. Antes que fossem recolhidas as 2.500 assinaturas que obrigam à convocação de um congresso, o líder do PSD decidiu tomar o pulso ao partido.
Tendo em conta a imprevisibilidade do PSD, resta recordar a história recente: Marques Mendes seguiu o mesmo caminho depois de ter perdido as eleições em Lisboa e acabou por ser afastado da liderança do partido.
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Rui V.Fonseca Pinto
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Em Tempos O Dr.Luis Filipe Menezes, fez varias criticas á liderança do PSD dirigida ao Dr.Marques Mendes, agora provou do veneno que semeou contra si próprio sendo os colegas de partido a criticar a sua liderança.
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PF
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Na minha opinião o País perdeu um grande líder (repito: na minha opinião). Acontece que Luis Filipe Menezes não soube escolher o timmig mais adequado a uma candidatura à liderança do Partido. A meu ver a sucessão a Marques Mendes deveria ser feita por outro candidato (ou até por nenhum), e Menezes deveria ficar atento e "activo" - na retaguarda do combate. É óbvio que ninguem consegue afirmar-se num tão curto espaço de tempo. Luis Filipe Menezes percebeu isso: se é dificil afirmar-se como lider num tão curto espaço de tempo, poderemos acrescentar duas outras contrariedades: uma oposição intra-partidária muito forte e um partido no poder de esquerda que governa à direita - muito dificil fazer oposição.
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PF
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"... timing..."
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Se Rui Rio avançar os outros candidatos não têm hipóteses
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O único candidato que preocupa a Dra Manuela Ferreira Leite é Rui Rio.
Os outros candidatos estão a concorrer para efeitos de posicionamento e na expectativa de acordos de partilha de poder.
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luis portugal
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-Qualquer um serve, perfeitamente, como diria Guerra Junqueiro. Em 1896 e hoje repetiria sem lhe fazer grandes alterações.
“Dois partidos (…), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (…) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar
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