EUA/Crise de crédito 2008-05-19 11:36
Fraco crescimento pode vir a ser a norma para a Economia dos EUA após a crise do 'subprime'
A ideia que iremos passar a ter do que consiste um crescimento 'normal' da Economia dos Estados Unidos, depois do fim da crise de crédito e da estabilização dos mercados financeiros, deverá ser bastante diferente pela negativa daquela que temos actualmente, consideram economistas de renome, consultados pela agência Bloomberg.
Sara Gamito
Segundo os peritos, as companhias vão continuar a lutar para aumentarem os respectivos capitais para apostar na expansão ou na inovação, uma vez que os investidores e os concessores de crédito estão focados em conservar capital.
Também os trabalhadores deverão ter menor flexibilidade para seguir novas oportunidades, porque muitos estarão obrigados a manterem-se nas suas casas, que valerão menos do que as respectivas hipotecas.
Para o Nobel da Economia, Paul Samuelson "uma vez que se cometem erros terrÃveis, devido a um excesso de optimismo, fica-se paralisado durante algum tempo".
Por outras palavras, os Estados Unidos poderão ter de se adaptar a uma nova definição do que consiste uma economia normal, e que será caracterizada por fracos ganhos de produtividade, um crescimento económico mais lento, um maior desemprego e uma indústria de serviços financeiros diminuÃda.
Já de acordo com o economista Peter Hooper, o crescimento a longo prazo nos EUA deverá passar a ser de 2% ou 2,5% anuais, contra a média de 3% que tem vindo a ser registada nos últimos 15 anos.
Mesmo depois da recuperação dos mercados, "o custo do capital de risco deverá ser significativamente maior dos que durante a 'bolha' de crédito", considera Hooper.
Um recorde de três quartos dos bancos inquiridos pela Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) em Abril declararam que estão a cobrar mais juros por empréstimos a clientes empresariais do que aqueles que pagam pelos fundos. Mais de metade das mesmas instituições admitiu ter restringido os requisitos para a concessão de créditos.
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jade
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Querer progredir na vida, sustentado em dinheiro emprestado,seja a que nÃvel fôr,só pode dar nisto-
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Sérgio
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E não é só isso. Os lucros que para aà surgiam das empresas financeiras baseados no que se viu, vão emagrecer, ie, vão descer à Terra. Agora comparem esses novos PER com o valor das acções. Vai ser bonito.
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