O furacão ‘Katrina’, para além de ter devastado Nova Orleães em 2005, também penalizou os lucros das seguradoras nesse ano com pedidos recorde no valor de 41 mil milhões de dólares (28,77 mil milhões de euros), mas teve ainda um outro efeito: levou os prémios cobrados pelas resseguradoras a atingirem novos máximos. Por outro lado, os furacões mais ‘ligeiros’ de 2006 e 2007 foram negativos para as resseguradoras, que vão tentar inverter o declínio de 20% dos prémios praticados ao longo destes dois anos quando se reunirem este fim-de-semana em Monte Carlo.
“As acções das resseguradoras tendem a valorizar com grandes desastres naturais como o furacão ‘Katrina’ ou o ciclone ‘Andrew’ em 1992”, disse à Bloomberg Thomas Radinger, que ajuda a supervisionar cerca de 80 mil milhões de dólares (56,14 mil milhões de euros) na Pioneer Investments, incluindo títulos da Munich Re e da Swiss Re.
O mesmo especialista considera que o furacão ‘Gustav’ foi um desapontamento, com os danos pagos pelas seguradoras a ficarem abaixo das previsões que oscilaram entre os 3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) e os 7 mil milhões de dólares (4,9 mil milhões de euros) nos estados do Louisiana e do Mississippi, segundo dados da empresa de projecções Eqecat Inc.
Contudo, segundo os especialistas ainda há tempo para que a época de furacões de 2008 se assemelhe à de 2005, graças às três tempestades que se dirigem para o Golfo da Florida. De acordo com dados do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, prevê-se que a tempestade tropical ‘Hanna’ ganhe força e atinja o Estado da Carolina esta semana na categoria de furacão, e o ‘Ike’ está a deslocar-se no Atlântico como um furacão de categoria 4 “extremamente perigoso.” A mesma fonte avança ainda que a tempestade tropical ‘Josephine’ também pode atingir a terra na próxima semana.
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