EUA/Imobiliário 2008-09-05 15:55
Execuções de hipotecas nos EUA atingem ritmo mais elevado de quase três décadas
O número de execuções de hipotecas, bem como o incumprimento de pagamentos das mesmas, acelerou nos Estados Unidos durante o segundo trimestre do ano para o ritmo mais alto dos últimos 29 anos, uma vez que a subida das taxas de juro, combinada com a descida dos valores das casas, está a levar cada vez mais norte-americanos a devolverem aos bancos as casas cujos empréstimos não conseguem refinanciar.
Pedro Duarte
Segundo os dados hoje divulgados pela Associação dos Banqueiros Hipotecários dos Estados Unidos, o o número de novas execuções de hipotecas aumentou para os 1,19% entre Abril e Junho, ultrapassando os 1% pela primeira vez desde que estes dados começaram a ser compilados, em 1979.
A mesma fonte adiantou que a quantidade total de casas em estado de execução da sua hipoteca atingiu os 2,75% no perÃodo em análise, quase o triplo dos valores verificados durante a explosão imobiliária que terminou em 2005. Já a percentagem de créditos hipotecários que se encontram atrasados em um ou mais pagamentos aumentou para os 6,41% do total de hipotecas existentes, um recorde histórico.
Um especialista explicou à Bloomberg que a queda dos preços das casas estão a impedir que os proprietários que se encontram com créditos à habitação a taxa variável da capacidade de vender as suas casas, ou então de obter um novo empréstimo, em particular à medida que os custos de financiamento aumentam. O mesmo perito adiantou que, das novas execuções de hipotecas, 36% eram de créditos considerados de alto risco (denominado de 'subprime'), enquanto os de categoria 'Prime', detidos por proprietários com melhor historial de crédito, representaram 23% do total.
"As pessoas escolheram a opção de pagamentos mais baixa para entrarem nalguns dos mercados imobiliários mais caros, e agora que os preços estão a descer bastante, eles não podem vender [as suas casas] e não podem pagar as novas prestações, que são mais caras", disse.
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