De acordo com os peritos, a crise do crédito está a ganhar velocidade depois de o colapso e resgate de vários bancos norte-americanos e europeus ter levado as taxas dos empréstimos interbancários para os seus níveis mais altos de sempre. Esta situação está a fazer com que seja cada vez mais difícil e despendioso para as empresas de todo o mundo obterem financiamento.
Os especialistas David Hensley e Joseph Lupton da JPMorgan notam que o crescimento global sofreu um forte percalço entre Julho e Setembro, e deve manter-se perto da estagnação no quarto trimestre deste ano e nos primeiros três meses de 2009, merecendo a designação de “ligeira recessão.”
Por sua vez, os economistas do UBS, dirigidos por Larry Hatheway, prevêem que a economia mundial deve crescer 2,2% no próximo ano, abaixo dos 2,8% que tinham apontado antes.
“Já houve estragos suficientes para deprimir a actividade global por vários meses”, diz o relatório da JPMorgan, que estima que o crescimento da economia mundial se situe nos 1,2% em 2009 e nos 2,1% este ano.
Com o colapso do crescimento, os economistas prevêem que os bancos centrais baixem as taxas de juro, ao mesmo tempo que diminuem os receios sobre a inflação. Os especialistas do UBS antecipam que a Reserva Federal norte-americana (Fed) deve reduzir para metade a sua taxa directora em Abril, dos 2 para os 1%, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) deve cortar a sua taxa de referência para os 3% no final deste ano, contra os 4,25% actuais.
“O aliviar da política monetária deve ser visto como um complemento em relação a outras medidas se quisermos evitar desenvolvimentos económicos ainda piores”, diz o relatório do UBS.
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