Internacional - Economia

G-7 anuncia "plano agressivo" contra a crise 2008-10-11 19:05

Paulson considera essencial encontrar soluções comuns

O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, defendeu que nunca foi tão importante encontrar soluções comuns para fazer frente à crise, após a reunião do grupo dos sete países mais industrializados (G-7).



Diario Económico Online com Lusa

"O G-7 conseguiu uma parceria e uma cooperação internacional sólidas. Nunca foi tão importante encontrar soluções colectivas para garantir a estabilidade e a eficácia dos mercados financeiros e restabelecer a saúde da economia mundial", sublinhou.

Os líderes do G-7 publicaram esta sexta-feira em Washington um "plano agressivo’ de cinco pontos para fazer frente à crise internacional.

Nesse sentido, os responsáveis do G-7 decidiram usar todos os mecanismos disponíveis para apoiar as instituições financeiras com importância sistémica e evitar a sua falência.

Outros dos princípios de acção mais importantes foi a decisão de tomar todos os passos necessários para desbloquear os mercados de crédito e monetário, de modo a garantir que os bancos e outras instituições financeiras tenham amplo acesso a liquidez e financiamento.

Na declaração do G-7 constam ainda mais três medidas: garantir a recapitalização das instituições com capital publico e privado, assegurar que os seguros de depósitos e programas de garantia nacionais são robustos e consistentes, para que os aforradores continuem a ter confiança na segurança dos seus depósitos; e restaurar o normal funcionamento dos mercados secundários de hipotecas e de outros activos titularizados.

"Devemos continuar a coordenar estreitamente as nossas iniciativas e trabalhar no seio de um quadro comum para que o que faz um país não se faça em detrimento de outros ou da estabilidade do sistema no seu conjunto", afirmou.

O secretário do Tesouro norte-americano sublinhou que "as condições encontradas nos mercados financeiros mundiais são muito difíceis."

"Nos Estados Unidos, a nossa economia deve fazer frente a um período prolongado de incerteza e os nossos mercados financeiros são confrontados com desafios extraordinários em sem precedentes", sublinhou Paulson.

O responsável pelo Tesouro relembrou que no âmbito do 'Plano Paulson', que prevê desbloquear até 700 mil milhões de dólares para comprar os activos 'tóxicos' dos bancos, os seus serviços estão "prontos a aplicar estratégias para comprar e garantir os activos hipotecários e garantir participações em capital no seio das instituições financeiras, enquanto for necessário, para assegurar a estabilidade nos mercados financeiros."


Comentários
 
Caustico.
Estive a ler a biografia deste senhor e verifiquei que antes de ser decretario de estado das finanças americanas e enquanto dirigente e depois proprietario da Goldman Sachs, encaixou em proventos próprios cerca de 700 milhões de euros. Mas que moral tem o prevaricador para a apregoar.
 
NapoLeão
O único líder capaz de salvar Wall St é...Bush ! Com um "milagroso" 3º mandato ainda invadia o Irão, o Afeganistão e qualquer outro País terminado em "ão" ! Bastaria a velha lenga-lenga do Eixo do Mal !
 
 
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