Internacional - Economia

Cavaco Silva 2008-10-11 19:25

Empresas e famílias devem estar no centro da agenda política

O Presidente da República Cavaco Silva manifestou-se hoje preocupado pelas eventuais consequências da crise financeira internacional nas empresas e famílias portuguesas, argumentando que a questão deve figurar no centro da agenda política nacional.


Diário Económico Online com Lusa

"A minha grande preocupação está nas consequências da crise financeira sobre a vida das empresas, a vida das famílias e sobre o emprego. É aí que devemos colocar toda a nossa atenção, é aí que se deve centrar a atenção da agenda política", disse Cavaco Silva aos jornalistas, em São João da Madeira.

Falando à margem da inauguração do Centro Empresarial e Tecnológico (SANJOTEC), o Presidente da República aludiu à ponderação e prudência necessária nas decisões, tanto ao nível público como privado.

"Todos ao nível publico e privado devem ser muito ponderados e prudentes nas suas decisões. Temos de ser todos muito realistas, isso requer muita ponderação, muito cuidado, nas opções que se fazem", disse.

Defendeu ainda a coordenação e cooperação internacional no sentido de ultrapassar a crise que, classificou, tem dimensões "verdadeiramente históricas".

"As incertezas criadas pela crise financeira ainda não estão ultrapassadas e é da maior importância que se realize uma coordenação e cooperação ao nível internacional", frisou.

Cavaco Silva manifestou-se, no entanto, satisfeito pela "ausência de problemas em relação à banca portuguesa", frisando que os portugueses "podem confiar no sistema financeiro".

"As autoridades financeiras dispõem de instrumentos suficientes para intervir se for necessário em qualquer caso", sustentou.

O Presidente da República assumiu que a confiança dos investidores - que considerou "a chave de todo este processo" - ainda não está restabelecida, avisando que "levará ainda algum tempo" a que a confiança regresse.

"Neste momento é claro que os investidores demonstram uma grande desconfiança em relação aos produtos financeiros e os bancos não têm confiança uns nos outros", concluiu.


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