Crise financeira 2008-10-12 10:20
Austrália garante depósitos por três anos
O Governo da Austrália irá garantir todos os depósitos em todas as instituições durante os próximos três anos. Uma medida que visa aumentar a confiança no sistema bancário, afectada pelo agravamento da crise financeira global.
Mafalda Aguilar
Além disso, o Executivo de Camberra também garante todo o "financiamento a retalho a prazo" contraído pelos bancos australianos a operar nos mercados de crédito, de modo a assegurar que estes podem competir com os rivais mundiais, obtendo um apoio similar, anunciou o Primeiro-ministro trabalhista Kevin Rudd, em conferência de imprensa, na capital do país (Camberra), citado pela Bloomberg.
As medidas do Governo australiano surgem depois de o grupo dos sete ministros da Finanças e dos bancos centrais dos sete países mais industrializados do mundo (G-7) terem anunciado um "plano agressivo" de 5 pontos para atacar a actual crise financeira, que, na semana passada, deixou de rastos as bolsas de todo o mundo.
Os líderes do G-7 concordaram que a actual situação requer uma acção urgente e excepcional, e comprometeram-se a continuar a trabalhar em conjunto para estabilizar os mercados financeiros e restaurar o fluxo de crédito, para apoiar o crescimento económico global.
Nesse sentido, os responsáveis do G-7 decidiram usar todos os mecanismos disponíveis para apoiar as instituições financeiras com importância sistémica e evitar a sua falência.
Outros dos princípios de acção mais importantes foi a decisão de tomar todos os passos necessários para desbloquear os mercados de crédito e monetário, de modo a garantir que os bancos e outras instituições financeiras tenham amplo acesso a liquidez e financiamento.
Na declaração do G-7 constam ainda mais três medidas: garantir a recapitalização das instituições com capital publico e privado, assegurar que os seguros de depósitos e programas de garantia nacionais são robustos e consistentes, para que os aforradores continuem a ter confiança na segurança dos seus depósitos; e restaurar o normal funcionamento dos mercados secundários de hipotecas e de outros activos titularizados.
Recorde-se que o Reino Unido decidiu, na semana passada, garantir os empréstimos entre os bancos, enquanto a Islândia, a Grécia e a Alemanha estão entre os países que prometeram salvaguardar as poupanças dos seus cidadãos.
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A CRISE ESTÁ PARA FICAR
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