Novo Aeroporto de Lisboa 2008-05-16 07:00
Aeroporto de Singapura entra na corrida a Alcochete
A operadora asiática está prestes a concluir as negociações para entrar no consórcio formado pela Brisa e pela Mota-Engil.
Nuno Miguel Silva
A entidade gestora do aeroporto de Singapura está a fechar as negociações para integrar o consórcio Asterion, liderado pela Mota-Engil e pela Brisa, para concorrer à privatização e à construção e gestão do novo aeroporto internacional de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete. Diversas fontes ligadas a este agrupamento – que reúne também a Somague, Caixa Geral de Depósitos, BCP, BES e, mais recentemente, a Lena e a MSF – confirmaram que “as conversações estão perto do final”.
Apesar de solicitarem o anonimato, estes responsáveis adiantaram que a participação da Changi Airport Singapore, entidade estatal daquele país asiático responsável pela gestão do aeroporto local, irá participar no concurso para o novo aeroporto internacional de Lisboa, não apenas na qualidade de consultora, mas também como accionista. No entanto, não está ainda definida a participação que a gestora aeroportuária de Singapura irá deter no consórcio Asterion.
Quer António Mota, quer Vasco de Mello, líderes do referido consórcio, reconheceram em diversas ocasiões ao longo dos últimos meses que o consórcio tinha ainda uma porta aberta para a entrada de um novo sócio internacional que detivesse ‘know-how’ específico no negócio da gestão aeroportuária. No decurso do processo de negociações, terá sido escolhido pelos líderes da Asterion um conjunto de 12 entidades com este perfil, que desembocou numa ‘short list’ de duas entidades: as operadoras dos aeroportos internacionais de Singapura e de Viena de Áustria. A escolha do consórcio português recaiu na operadora asiática.
Ontem, Jorge Coelho – num encontro com jornalistas para apresentar uma conferência internacional sobre transporte aéreo, aeroportos e navegação aérea, que terá lugar em Lisboa na última semana de Maio (ver caixa) – sublinhou que estará presente nesse evento Chow Kok Fong, o presidente do aeroporto de Singapura. E o ex-ministro das Obras Públicas adiantou que essa presença teria tanto mais significado pelo facto de “esta empresa estar interessada em integrar o consórcio da Asterion para gerir o novo aeroporto internacional de Lisboa”.
Jorge Coelho, que irá presidir à referida conferência – além de assumir o cargo de CEO da Mota-Engil, accionista do consórcio Asterion, a partir de 26 de Maio próximo – acrescentou que esta escolha da Changi Airport Singapore tem ainda um aliciante extra, que é o facto de o aeroporto de Singapura ser utilizado maioritariamente pela Singapore Airlines, uma das mais premiadas companhias aéreas de todo o Mundo, que, tal como a TAP, integra a Star Alliance.
Uma referência na Ásia
O actual aeroporto de Singapura foi inaugurado em 1981 é um dos mais modernos, eficientes e movimentados em todo o Mundo. Opera com mais 80 de companhias aéreas regulares, estabelecendo ligações com mais de 180 cidades em mais de 50 países. Com a recente abertura, em Janeiro, do terminal 3, o aeroporto internacional de Changi ficou habilitado a movimentar mais de 70 milhões de passageiros anuais.
Além de ser a sede da Singapore Airlines, alberga também a SIA Cargo, a subsidiária SilkAir, a ‘low cost’ Tiger AirWays e a Jetstar (anteriormente Jetstar Ásia, fundida com a Valuer em 2005). Por semana, o aeroporto internacional de Singapura, localizado a cerca de 20 quilómetros da cidade-estado, é utilizado semanalmente para quase 4.200 voos.
A Changi Airport Singapore emprega cerca de 13.000 funcionários, colocando-o como um dos maiores activos económicos daquele tigre asiático. Disputa regularmente com os aeroportos de Tóquio, de Incheon (Seul, na Coreia do Sul) de Hong Kong (Chek Lap Kok), de Kuala Lumpur (Malásia) ou de Banguecoque (Tailândia) os ‘rankings’ e os prémios para os aeroportos asiáticos e mundiais topo de gama.
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joao+7
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O grupo de Macau ataca de novo.
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