Em comunicado, citado pela Bloomberg, o BNP Paribas indica que irá pagar 9 mil milhões de euros em acções e 5,5 mil milhões de euros em dinheiro por uma posição de 75% no Fortis Bank Belgium, todas as operações de seguros, e 67% do Fortis Banque Luxembourg.
Após a conclusão do negócio, os Estados belga e luxemburguês ficarão com 11,6% e 1,1% do BNP Paribas, respectivamente.
O BNP Paribas, por sua vez, ganhará 3,3 milhões de clientes de retalho na Bélgica e no Luxemburgo, assim como 1458 sucursais, incluindo as que estão situadas na Polónia, Turquia e em França.
“Quisemos defender os interesses do banco e dos seus cliente”, disse o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, em conferência de imprensa ontem à noite. Estas medidas “irão fornecer os meios para o Fortis se desenvolver”, sublinhou.
Os governos desde Bruxelas a Berlim estão numa ‘corrida’ para salvar as instituições financeiras na Europa, numa altura em que a crise de crédito se agrava. Este domingo, na Alemanha, o Governo e a indústria financeira do país acordaram um plano de 50 mil milhões de euros para evitar a falência do banco imobiliário Hypo Real Estate Holding, depois de ter falhado um acordo inicial. Um dia antes, os líderes europeus do G8 – França, Alemanha, Itália, e Reino Unido – pediram flexibilidade na aplicação das regras económicas da União Europeia para enfrentarem a crise financeira, e comprometeram-se a apoiar os seus bancos.
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