Internacional - Empresas

Crise financeira 2008-11-20 13:52

Executivos norte-americanos receberam fortunas antes da actual crise

Quinze executivos de grandes firmas financeiras e construtoras levaram, cada um, mais de 100 milhões de dólares em compensações e dividendos de acções antes de explodir a actual crise de mercados, noticía hoje o 'The Wall Street Journal'.

Rita Paz

"Quatro desses executivos, incluindo os presidentes do Lehman Brothers e do Bear Stearns, estiveram à frente de companhias que faliram ou que estão à beira da falência com uma queda de 90% na cotação das suas acções", acrescenta o jornal.

O Governo dos Estados Unidos garantiu, em Março, com 29 mil milhões de dólares, a liquidação do Bear Stearns, e em Setembro recusou uma intervenção semelhante no Lehman Brothers, abstenção que gerou pânico nos mercados financeiros.

"A bolha do crédito estourou", afirma o jornal. "Os investidores no mercado de acções dos EUA perderam mais de 9 biliões num ano".

"Mas, nas indústrias no centro da crise, muitos executivos de topo geriram estas empresas para conseguirem fortunas substanciais", acrescenta.

O jornal examinou as declarações financeiras de 120 companhias que estão cotadas no mercado, em sectores como bancos, financiamento de hipotecas, empréstimos estudantis, corretagem de bolsa e construção de casas.

"O estudo mostrou que os executivos principais e os membros de direcção das firmas arrecadaram mais de 21 mil milhões de dólares durante os últimos cinco anos", segundo o 'Wall Street Journal'.

Entre 2003 e 2008, Charles R. Schwab, presidente da firma Charles Schwab, recebeu 816,6 milhões de dólares em compensações e Dwight Schar, da NVR, recebeu 626,3 milhões de dólares.

Angelo R. Mozilo, principal executivo do Countrywide, aumentou a sua fortuna em 470,7 milhões de dólares, seguido por Robert I. Toll, do Toll Brothers, com ganhos de 427,8 milhões, segundo a investigação do mesmo jornal.

Richard D. Fairbank, presidente do banco Capital One, ficou na parte intermédia da lista, com 245,3 milhões de dólares. Abaixo da marca dos 200 milhões de dólares estão Bruce Karatz, do KB Home, com 191,8 milhões, e Richard S. Fuld, do Lehman Brothers, com 184,6 milhões.

Comentários
 
J.Almeida (jlf-almeida@hotmail.com)
Para a grande maioria nem centimos há E viva o capital financeiro que expreme os jogadores de casinos até ao tutano!
 
BERNIE
Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma... de débito dos contribuintes à crédito nas contas de alguém!! Agora a sério, será que ninguém vai responsabilizar estas pessoas/congelar as contas?? Chacinaram o mercado financeiro e levaram fortunas que eu nem consigo imaginar... deixando um deserto atrás deles, em que muitos vão sofrer!!
 
jorge
Eles comem (e esbanjam) tudo e não deixam nada!!!!
 
Sérgio
Cadeia com eles.
 
 
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