Em Londres e Nova Iorque (Act.) 2008-05-22 16:00
Petróleo recua após máximos históricos
Os preços do petróleo encontram-se a efectuar um movimento de correcção em baixa, depois de esta madrugada terem fixado novos recordes, devido aos receios de que a oferta não seja suficiente para satisfazer a procura, na sequência da queda das reservas de crude e gasolina dos Estados Unidos, o maior consumidor de Energia.
Mafalda Aguilar
Às 15h17, o barril de West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) para entrega em Julho era negociado no NYMEX de Nova Iorque e perde 0,07% para os 133,10 dólares, depois de ter sido já cotado num nova máximo de sempre nos 135,04 dólares. Na última semana, o petróleo para entrega imediata subiu 8,5%, enquanto os contratos de futuros para 2016 ganharam 20 dólares para os 142 dólares o barril.
À mesma hora, o de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Julho era transaccionado no ICE Futures Europe em Londres a cair 1% para os 133,10 dólares, após ter atingido um novo recorde nos 134,50 dólares.
Por detrás da recente escalada do 'ouro negro' está o relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE), que mostrou que as reservas de petróleo caÃram em 5,52 milhões de barris para 320,4 milhões barris na semana passada, a maior queda nos últimos quatro meses, quando as previsões dos analistas consultados pela Bloomberg apontavam para uma subida de 300 mil barris.
O DoE revelou ainda que os 'stocks' de gasolina diminuÃram em 755 mil barris, ao passo que os mesmos analistas esperavam um aumento de 250 mil barris.
"Existe um consenso que de os 200 dólares é possÃvel e isso está a levar mais pessoas para o mercado (…) temos uma almofada de reservas muito pequena e isso está na mente dos investidores", disse Anthony Nunan, especialista de gestão de risco do Mitsubishi.
No passado dia 6 de Maio, os analistas do banco de investimento norte-americano Goldman Sachs chamaram a atenção para o facto de ser "provável" que os preços do crude aumentem nos próximos dois anos para valores entre os 150 e os 200 dólares por barril, uma vez que os fornecimentos não irão conseguir acompanhar o crescimento da procura por parte das nações em vias de desenvolvimento.
No sentido de ajudar a estabilizar os preços do crude, esta semana, o ministro saudita do petróleo, Ali al-Naimi, anunciou que o seu paÃs irá aumentar a sua produção em 300 mil barris diários para os 9,45 milhões de barris por dia a partir do mês que vem.
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o revoltado
(amilcarcoliveira@hotmail.com)
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Ainda vivo e tenho esperança de que os árabes e seus lacaios ligados ao negócio do crude que ainda um dia irão comelo porque a tecnologia ]a está a trabalhar a toda a força para o crude passar a ser um produto sem grande importãncia.
Charneca de Caparica
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