Nos 5% 2008-05-22 10:45
Euribor a 12 meses em máximos de 2000
A Euribor, a taxa de referência para os empréstimos à habitação, voltou a subir em todos os prazos, excepto nos três meses.
Mafalda Aguilar
Assim, a Euribor a 12 meses fixou-se nos 5%, o valor mais alto desde 2000, enquanto a maturidade a três meses para os 4,855%. Por sua vez, a Euribor a seis meses, a mais utilizada para a indexação dos créditos à habitação em Portugal, subiu para os 4,9%.
Os analistas chamam a atenção para o facto de persistirem problemas no mercado de crédito, em particular nos três meses, em consequência do colapso do mercado das hipotecas de alto risco dos Estados Unidos (denominado de 'subprime').
Os mesmos especialistas recordam ainda que, devido aos efeitos da crise de crédito, os bancos europeus continuam com bastante receio de emprestarem dinheiro entre si, cobrando juros cada vez mais elevados uns aos outros, já que temem que os activos que as instituições financeiras possuem e que garantem estes empréstimos poderão ter um valor bastante inferior ao estimado. Uma vez que as taxas Euribor são uma média das taxas praticadas entre os bancos, estas reflectem directamente estes receios.
Como as taxas que o Banco Central Europeu (BCE) pratica são aplicadas apenas aos empréstimos que este concede à banca, um corte de juros por parte do banco central da Zona Euro não iria reduzir os receios que os bancos têm de emprestar entre si, e por isso as taxas Euribor terão sempre tendência de subida enquanto durar a crise do crédito. Um exemplo prático deste efeito é o que acontece nos EUA, onde as taxas às quais os créditos à habitação são indexados não param de subir, apesar da Reserva Federal norte-americana ter baixado várias vezes e de modo agressivo a sua taxa de juro de referência.
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Luis
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Finalmente uma noticia bem explicita acerca desta problemática.
Caro leitor, leia e re-leia a parte final da noticia antes de falar mal do Banco Central Europeu.
Uma redução da taxa só beneficia a banca, "jamais" o Zé povinho!
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Pedro
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O que vale é que a banca tem as costas largas. Se as pessoas precisassem menos dos bancos não diriam tão mal certamente. É lamentável que haja tanta inveja sobre aquele que é provavelmente o único sector da economia portuguesa competitivo em toda a linha a nÃvel mundial.
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