Cambial 2008-08-28 13:40
Euro sobe pelo segundo dia com expectativa de que o BCE não vai descer os juros
A moeda única europeia está avançar face à divisa norte-americana, pelo segundo dia consecutivo, com a especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) não desça os juros.
Mafalda Aguilar com Eudora Ribeiro
Assim, às 13h40, o euro era negociado a 1,4750 dólares, depois de ter variado entre os 1,4712 e os 1,4808 dólares durante a manhã.
Os especialistas notam que o euro está a reagir em alta face às declarações de alguns responsáveis do BCE, que deram a entender que é pouco provável que a instituição presidida por Jean-Claude Trichet desça a sua taxa de juro de referência.
Ontem, Axel Weber, o Governador do banco central alemão Bundesbank e membro do BCE, alertou para a necessidade de controlar as expectativas de inflação na zona euro, tendo considerado como sendo "prematura" a possibilidade de cortes dos juros na região. Ao mesmo tempo, o vice-presidente do BCE, Lucas Papademos afirmou que a autoridade monetária europeia terá de subir as taxas de juro se a inflação "teimosamente elevada" levar a uma espiral de aumentos salariais. "Se isso se materializar, irá afectar adversa e perversamente o crescimento e o poder de compra das famílias”, disse Papademos. "Será necessário um elevado grau de aperto monetário para que se chegue à estabilidade de preços de forma sustentada", acrescentou. Recorde-se que em Julho, o BCE subiu os juros para 4,25%, enquanto a Reserva deixou o preço do dinheiro inalterado nos 2%.
A suportar os ganhos do euro está também um relatório do Governo alemão, que mostra que o desemprego no país caiu para o nível mais baixo dos últimos 16 anos no mês de Agosto.
O dólar, por sua vez, está a ser penalizado pela subida dos preços do petróleo, que ameaça o crescimento económico dos EUA - o maior consumidor de energia do mundo.
"Parece haver um esforço concertado do BCE para corrigir as percepções do mercado de que os seus responsáveis estejam sequer a considerar uma descida dos juros, e isso está a suportar o euro no curto prazo", disse à Bloomberg Kamal Sharma, estrategista na JPMorgan Chase & Co. "Dadas as perspectivas para as instituições financeiras norte-americanas, também existem razões que sugerem que o dólar está mais vulnerável nestes níveis", sublinhou.
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isso é o que o senhor Trichet diz!!!
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