Assim, os títulos mais sacrificados da sessão foram os da Banca, como é o caso dos do Barclays, o segundo maior banco do Reino Unido, que afundaram 14% para os 207,25 pence, dado a instituição ter revelado que "está a analisar uma série de opções, incluindo um aumento de capital".
As taxas interbancárias em Londres (Libor), utilizadas pelos bancos para emprestarem entre si, subiram hoje 7 pontos base para os 4,82%. O custo dos empréstimos em dólares, com maturidade a três meses, atingiu o nível mais elevado desde 27 de Dezembro de 2007, de acordo com os dados divulgados hoje pela Associação de Banqueiros Britânicos.
No vermelho encerraram também as produtoras de matérias-primas, tais como a britânica Rio Tinto, a terceira maior empresa de mineração do mundo, cujas acções tombaram 11% para os 2456 pence, com a descida dos preços dos principais metais no mercado londrino, em particular do cobre que registou a pior semana em mais de duas décadas.
Já a petrolífera francesa Total, a maior refinaria da Europa, caiu 8,4% para os 32,945 euros e a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, maior produtora de petróleo da região, perdeu 8,2% para os 1319 pence.
O contrato de crude para entrega em Novembro caiu hoje mais de 6 dólares por barril, estando há cerca de uma hora atrás a ser negociado nos 76,60 dólares no ICE de Londres, penalizado pelos receios de que o abrandamento económico vai afectar a procura desta matéria-prima.
Nota ainda para a forte desvalorização da energética alemã E.ON, a maior utility europeia, que afundou 11% para os 25,09 euros.
Assim, o DAX Xetra de Frankfurt perdeu 7,01% para os 4544,31 pontos, o S&P/MIB de Milão caiu 7,14% para os 20 309,00 pontos e o CAC-40 de Paris tombou 7,73% para os 3176,49 pontos, enquanto que o FTSE-100 de Londres afundou 8,85% para os 3932,06 pontos e o Ibex-35 de Madrid desabou em 9,14% para os 8997,70 pontos.
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