Dow Jones volta a superar os 9000 pontos (act.) 2008-10-13 18:58
Wall Street dispara 7% com apoio das autoridades ao sector Financeiro
A praça nova-iorquina encontra-se em forte alta, depois de ter registado na semana passada o pior desempenho dos últimos 75 anos, com os investidores a mostrarem entusiasmo com o plano do Governo de comprar participações nos bancos e o esforço por parte da Reserva Federal de 'indundar' o sistema financeiro mundial com dólares.
Pedro Duarte
Às 18h36 (13h46 em Nova Iorque), o Dow Jones dispara 7,0% para os 9043,05 pontos, enquanto o Nadsaq Composite da bolsa electrónica dá um salto de 7,69% para os 1776,33 pontos.
Em destaque está a subida dos tÃtulos dos bancos, em particular do Morgan Stanley, que cresce 57,2% para os 15,22 dólares, depois de ter chegado a valorizar-se em 66%, uma vez que a instituição vai receber uma injecção de dinheiro de nove mil milhões de dólares por parte do japonês Mitsubishi UFJ Financial Group, em troca de uma participação de 21% em acções que recebem dividendos de 10%.
Já o Bank of America cresce 5,6% para os 22,21 dólares, o Citigroup ganha 6,3% para os 15 dólares, o Merrill Lynch progride 5% para os 16,53 dólares e o Goldman Sachs valoriza-se em 12% para os 99,61 dólares, depois do presidente da Reserva Federal (Fed) de Dallas, Richard Fisher ter assegurado que a autoridade monetária norte-americana irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para restaurar a ordem nos mercados de crédito, e depois de ontem os lÃderes europeus terem acordado em garantir dos créditos dos bancos entre si e a impedir que qualquer instituição financeira entre em falência.
"As medidas que eles [os altos responsáveis da Fed e da Europa] disseram que vão tomar são importantes", disse à Bloomberg um gestor de fundos, que adiantou que o mercado está à espera de uma estabilização do sistema financeiro, "de manter o dinheiro a circular e os bancos a emprestar."
Hoje, o responsável do Tesouro dos Estados Unidos que irá supervisionar o plano de 700 mil milhões de dólares para salvar o sistema Financeiro, Neel Kashkari, afirmou que as injecções de capital em troca de participações sem direito a voto por parte do Governo dos EUA irá ser dirigido a firmas "saudáveis" e a participação irá ser totalmente voluntária, mas com conduções atraentes, de modo a encorajar a participação por parte das empresas financeiras. Como parte deste plano, o Banco Central Europeu, o Banco de Inglaterra e o Banco Nacional da SuÃça irão realizar leilões com dólares sem limite de fundos.
"Estamos a falar de efectuar investimentos nestes bancos de um modo que não irá necessariamente punir os accionistas (...). Até agora, a maior parte das acções nos EUA tem sido boas para os obrigacionistas, mas péssimas para os accionistas comuns", explicou à Bloomberg um especialista.
Nota também para a forte subida das fabricantes automóveis, com a General Motors a crescer 32% para os 6,46 dólares e a Ford Motor a valorizar-se em 26% para os 2,51 dólares.
Na semana passada, a Bolsa de Nova Iorque perdeu 18% do seu valor, o pior desempenho desde 1933, devido aos receios de que a crise de crédito leve ao colapso de mais bancos.
Nota ainda para a subida das produtoras de matérias-primas, em particular a petrolÃfera Exxon Mobil, com mais 5,6% para os 65,85 dólares e da mineira Freeport-McMoRan em 7,8% para os 39,20 dólares, a beneficiarem da recuperação dos preços do petróleo e dos metais.
Já a tecnológica Apple sobe 7,7% para os 104,22 dólares, depois dos analistas da Sanford C. Bernstein terem revisto em alta a sua recomendação para o papel, uma vez que este caiu 46% nos dois últimos meses.
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