Europa/Meio da Sessão 2008-11-20 13:10
Bolsas europeias negoceiam em mÃnimos de cinco anos e meio
Os principais Ãndices europeus seguem no vermelho, pressionados pelos receios de que o agravamento da recessão vai penalizar os lucros das empresas e que os bancos terão que contabilizar maiores perdas.
Cristina Barreto
Segundo um especialista, "estamos perante um colapso total da confiança em tudo o que é fundamental. Este será um ano histórico de quedas nos mercados."
O Ãndice MSCI World, que mede a evolução dos principais Ãndices bolsistas mundiais, atingiu hoje em Londres o nÃvel mais baixo desde Abril de 2003.
Desde modo, a liderar as descidas estão as acções da banca, tais como as do Deutsche Bank, o maior banco alemão, que tombam 8% para os 19,675 euros, bem como as do ING Groep, a maior empresa holandesa de serviços financeiros, que afundam 8,1% para os 5,77 euros, dado os planos do Citigroup para comprar activos de veÃculos estruturados de investimento (SIV) com problemas financeiros ter feito disparar as especulações de que os bancos terão que amortizar mais activos.
Em terreno negativo estão também as produtoras de matérias-primas, como é o caso da anglo-holandesa Royal Dutch Shell, a maior petrolÃfera da Europa, cujos papéis descem 2,6% para os 1553 pence, assim como os da francesa Total, a terceira maior da região, que perdem 2,9% para os 37,92 euros, na sequência da queda dos preços do petróleo.
O contrato de crude para entrega em Dezembro baixou perto de 1,60 dólares, ou 3%, para os 52,02 dólares o barril em Nova Iorque, depois de ontem ter tocado em mÃnimos de Janeiro de 2007.
O mesmo sucede com os tÃtulos do grupo britânico Rio Tinto, a terceira maior empresa de mineração do mundo, que caem 5,3% para os 2138 pence e os da sua compatriota BHP Billiton, a número um, que retrocedem 5% para os 782,5 pence, com a diminuição dos preços dos principais metais-base.
O cobre caiu hoje cerca de 3,5% para os 3464 dólares a tonelada em Londres, devido aos receios de que a oferta irá exceder a procura, com o agravar da situação económica a nÃvel mundial, que resultará na queda da procura de matérias-primas.
Nota ainda para a desvalorização da Air France-KLM, a maior companhia aérea da Europa, que perde 5,7% para os 9,48 euros, dado o grupo franco-holandês ter anunciado que reduziu o seu lucro em 49% no segundo trimestre fiscal, o que justifica com o aumento dos custos energéticos e pelo facto de no exercÃcio anterior ter contabilizado um ganho extraordinário da venda de activos.
Assim, o FTSE-100 de Londres desce 1,60% para os 3941,70 pontos, o DAX Xetra de Frankfurt baixa 1,67% para os 4281,40 pontos e o Mib-30 de Milão perde 1,93% para os 19 158,00 pontos, enquanto que o Ibex-35 de Madrid cai 2,28% para os 8024,10 pontos e o CAC-40 de Paris tomba 2,31% para os 3016,49 pontos.
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