Assim, às 15h56, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Janeiro era transaccionado no ICE de Londres a descer 85 cêntimos, ou 1,87%, para os 44,59 dólares. À mesma hora, o contrato de Janeiro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos EUA) era negociado no NYMEX de Nova Iorque a desvalorizar 86 cêntimos, ou 1,84%, para os 45,93 dólares, depois de ter tocado nos 45,30 dólares durante a sessão, o que constitui o valor mais baixo desde o dia 9 de Fevereiro de 2005.
As cotações do crude seguem assim no ‘vermelho’, e já desceram quase 70% desde que atingiram os níveis recorde no passado dia 11 de Julho. Hoje, o banco norte-americano Merrill Lynch disse que os preços do ‘ouro negro’ podem recuar para níveis abaixo dos 25 dólares por barril, caso a China também entre em recessão.
A contribuir para as quedas do petróleo estão os números avançados ontem pelo Departamento da Energia dos Estados Unidos, que dão conta de uma redução em 6,2% do consumo de petróleo no país, nas quatro semanas terminadas a 21 de Novembro, em relação ao mesmo período do ano passado.
“Temos os Estados Unidos, o Reino Unido, a Europa e o Japão em recessão, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial e o mercado petrolífero está a reagir a isso”, disse à Bloomberg Chip Hodge, gestor no MFC Global Investment Management.
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