Aeroporto 2008-03-27 19:14
Cravinho acusa LNEC de omitir custos no estudo favorável a Alcochete
O antigo ministro das Obras Públicas, João Cravinho acusa o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil(LNEC) de "omissões na contabilização de custos" que prejudicaram a opção da Ota como localização para o novo aeroporto.
Sara Gamito
Numa contestação à decisão de localização do novo aeroporto em
Alcochete, apresentada no âmbito da consulta pública que seguiu a decisão preliminar e a avaliação ambiental estratégica, e citado pela agência Lusa, João
Cravinho e outros subscritores aconselham uma "revisão drástica" do relatório do LNEC.
O ex-ministro, que defende a escolha da Ota, referiu à Lusa que "o que está em causa não é a localização, mas o processo" utilizado pelo LNEC para a comparação entre as duas localizações alternativas.
A contestação, assinada por João Cravinho e citada pela Lusa, refere que “no que toca à competitividade e à análise custo/benefício, o relatório do LNEC é inaceitável".
"Sem questionar pressupostos nem cenários, mas colmatando omissões, a análise dos textos do LNEC permite identificar uma vantagem da localização na Ota de 800 a 2 mil milhões de euros, em vez de um empate estrito, como resultava da análise custo/benefício subscrita pelo LNEC", sugere o documento.
Para além disto, os subscritores da contestação argumentam que o estudo do LNEC eliminou uma diferença favorável à Ota no acesso pelo modo rodoviário e não contou como impacto na rede viária de Lisboa caso o aeroporto seja construído em Alcochete.
De acordo com os autores, a intervenção local na Ota e os investimentos nas redes rodo e ferroviárias sustentariam um tráfego aéreo até cerca de 60 milhões de passageiros por ano, permitindo que o período de contabilização fosse estendido por mais 20 anos.
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Hugo Gonçalves
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Concordo com a sua indignação Srº Engº. Para quem n sabe, o Srº gastou bons milhares de euros na compra de terrenos seja na Ota/Triana/Paços Aldeia... É normal estar contra Alcochete e acusar o LNEC de omitir custo, eu tb me sentia assim, depois de ver o negocio da china ir por água abaixo. É de lamentar os seu comentários...
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Scavenger
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Poiiiiiiiisssssss....
Deve ter investido pouco na ota deve...
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CA
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Espero que João Cravinho tenha justificado o que diz, com todos os cálculos, incluindo o valor da opção real de expansão em Alcochete (que favorece Alcochete e que o LNEC estimou mas depois não contabilizou) e incluindo ainda os cálculos que o levam a estimar a capaciadade da Ota em 60 milhões de passageiros (a NAER, empresa especializada e até há pouco defensora oficial da Ota, só conseguia chegar a um máximo de 42 milhões!).
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Vasco
(wazkoo@gmail.com)
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Afinal continuam a não nos contar toda a verdade. E o túnel foi contabilizado(?), sob o Tejo , claro. E as catástrofes naturais, a acontecerem, também foram levadas em conta? Querem convencer que mesmo com acessos complicados através do Tejo sai mais barata a obra? Lisboa não pode absorver mais fluxo de trânsito vindo desse lado. E Fátima? O turismo religioso, esqueceram-se também. O cenário natural em Alcochete está menos estragado. Levaram isso em conta? Há também o problema ambiental que de repente não interessa nada. E as aves, as tais de bico direito, não fazem mal às naves? E para onde é que vão quando o aeroporto se mudar para lá? Que se lixem? Há algumas lacunas que devem ser explicadas.Ficaria aqui a noite inteira...
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Norberto
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Mau. Afinal em que é que ficamos?
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Variato
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O SR. Cravinho ainda não se confirmou que o resultado tinha que ser este?
Não foi o governo que escolheu Alcochete.
Foi o povo que regeitou a Ota.
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Antonio Abranches Pinto
(antonioapinto@vodafone.pt)
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É no mínimo inacreditavel que um engenheiro civil possa, em Portugal, preferir à localizaçao proposta para o novo aerporto em Alcochtel, a sua localizaçao na Ota.
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