Nacional - Economia

Para compensar abandono da Ota 2008-07-07 19:10

Governo anuncia 197 milhões de euros em novas acessibilidades na zona Oeste

O Governo anunciou hoje, em Alenquer, que vai investir na região do Oeste 197 milhões de euros em novas acessibilidades até 2012, para compensar as populações pela mudança de localização do Novo Aeroporto de Lisboa da Ota para Alcochete.

Diario Económico Online com Lusa

Depois de fechado o processo de construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, não se podia "demorar mais tempo para que as decisões pudessem ser tomadas, tendo em conta as necessidades em termos de acessibilidades nesta região", disse o secretário de Estado das Obras Públicas, adiantando que as obras serão todas lançadas até 2012, citado pela Lusa.

"São quatro decisões que tomámos e que vão alterar substancialmente o panorama de acessibilidades na região", sublinhou, tendo em conta o investimento privado e a necessidade de reduzir a sinistralidade na região.

O Governo adjudicou um estudo prévio do IC 2 entre o Carregado e Vendas das Raparigas, incluindo as variantes ao Carregado e a Vila Nova da Rainha e as ligações à EN 366 em Aveiras de Cima, a Rio Maior e à Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo, onde se prevê a construção de um nó de ligação à A1.

A construção dos 77 quilómetros está estimada em 123 milhões de euros e constitui uma nova alternativa à A1, "evitando o estrangulamento" existente no nó de acesso a esta auto-estrada.

Foi também lançado o estudo prévio do IC 11 entre o Carregado e a A8, em Pêro Negro (25 quilómetros), com data de conclusão no quarto trimestre de 2009.

Este investimento de 44 milhões de euros irá favorecer as ligações aos concelhos de Alenquer, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira.

Serão também estudadas ligações e variantes a Arruda dos vinhos e Sobral de Monte Agraço e a articulação ao IC2 e à A10.

Enquanto as obras do IC2 não avançam, o Governo anunciou a beneficiação da EN3, entre o Carregado e a Azambuja, "para fazer face ao elevado fluxo rodoviário", que entre 2002 e 2005 aumentou 20%.

As obras, orçadas em 5,5 milhões de euros, deverão ser lançadas em Dezembro deste ano.

Com vista a melhorar as condições de circulação e de segurança, vão ser feitas obras na EN9, entre Torres Vedras e Alenquer, estando previsto um investimento de 29 milhões de euros.

Depois do lançamento das obras entre S. Pedro da Cadeira/Torres Vedras, Paulo Campos anunciou que o troço Torres Vedras/Merceana está em fase de projecto e que vai arrancar o estudo prévio de Merceana/Alenque, tendo em conta a requalificação do traçado, a construção de novas variantes às localidades por ela atravessada e a ligação à A1.

A requalificação do troço Torres Vedras/Merceana deverá arrancar no quarto trimestre de 2008 e de Merceana/Alenquer no quarto trimestre de 2009.

Segundo o governante, o investimento agora anunciado resulta de "reivindicações" da câmara de Alenquer, no quadro das compensações pela mudança do aeroporto da Ota para a margem sul, e que foram consideradas "inteiramente justas".


Comentários
 
Empreiteiro
Este Governo só nos sabe anunciar obras e mais obras. Eles é aeroportos, eles é comboios de altas velocidades, eles é auto-estradas paralelas, auto-estradas perpendiculares, auto-estradas com mais uma faixa... Sempre a minha politica Cavaquista, a politica do betão, aço e alcatrão. Quando é que mudamos de modelo de crescimento? Já temos portual ligado de lés a lés... Agora só falta o lés ter... Empresas... Empresarios... Trabalho... Não é o Governo que os cria... mas é o Governo que os acaba por impedir... Parem as máquinas de contrução... Liguem as máquinas nas Industrias...
 
Maria
E para quando as compensações economicas para o Nordeste Transmontano? Ou so servimos para produzir energia para o resto do país?
 
José Pereira
E a modernização da Linha do Oeste, onde está? Parece que ainda não perceberam o que vai ser o custo da mobilidade rodoviaria (passageiros mas sobretudo mercadorias) dentro de pouco tempo. Porque a ferrovia é tão mal amada?
 
Jota
São muito necessárias, e já agora planos de impacto ambiental para as suiniculturas da região, em especial de Azambuja, autênticas fábricas de m... e de gás, tornando a vidas das populações um caos ambiental, com grandes implicações na saúde pública.
 
Armando (armando_caetano@hotmail.com)
O nosso país não tem capacidade de competetividade industrial para competir com o mercado agressivo Asiático, temos de esquecer, as indústrias, temos o melhor que a natureza nos deu... o Mar, o Sol, o Vento e o Urânio. Mar para a praia e construir Marinas porque temos défice,campos de golf para atrair os turistas que é a indústria do futuro, vejam o Dubai que se está a aperceber que o petróleo está a acabar e não está a apostar na indústria de produção.Temos o Urânio que vendemos aos outros e depois vamos-lhe comprar a energia eléctrica produzida com o nosso urânio, se tivessemos investido nesta energia depois de 1974, hoje podía-mos ter todos os equipamentos domésticos a consumir a energia mais limpa do mundo e mais barata e não estávamos dependenttes do petróleo, e a dar milhões aos Àrabes para andarem aos tiros e a financiar o terrorismo, tínhamos todos os aquecimentos e os carros eléctricos a consumir mais limpo sem poluir, mais barato e não estávamos a atrvessar uma crise tão grande, porque há muita gente que não imagina na crise em que estamos mergulhados, os governantes apenas estão preocupados em apertar os impostos para ter verba para susutentar os seus salários milionários, não sei até quando o povo suporta isto, vai ter de estoirar por algum lado muito em breve.
 
T.B.
Concordo plenamente com o Sr empreiteiro. Os nossos filhos licenciados estão em casa sem emprego! Criem indústrias, sobretudo no interior onde só há velhos.E como transmontana digo como é fácil construir auto-estradas, estradas, requalificá-las, aí para esses lados... E nós trasmontanos que nem 1 km de auto-estrada temos!
 
josé
O ministro da agricultura, devia pôr aqui os olhos,não levantar voo e verificar que o relatório da SEDES, se calhar até tem fundamento . É só concessões eleitoralistas,tudo a pensar no tacho,claro medo do desemprego.
 
Alves (bocamolle@hotmail.com)
Pois, agora que o pessoal anda sem "cheta" para meter gazoza!
 
 
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