Mais de 37 mil milhões de euros 2008-10-11 00:05
Estudo revela que economia paralela representa 21,9% do PIB
A economia não registada, que passa à margem dos registos e controlo oficial, corresponde a 21,9% do Produto Interno Bruto (PIB) português - cerca de 37,1 mil milhões de euros -, segundo estimativas apresentadas ontem num estudo da Faculdade de Economia do Porto.
Diario Económico Online com Lusa
O estudo cita cálculos feitos pela Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que apontam para os países da OCDE, em média, uma economia paralela na ordem dos 16,3% do PIB.
Os Estados Unidos da América são o país onde há menos economia "sombra" (8,4%), logo seguido da Suíça (9,4%). No lado oposto, encontram-se o Zimbabué (63,2%) e a Geórgia (68%).
A economia paralela anda da "mãos dadas" com a fraude, que representa entre 1,5 e 2% do PIB. Ou seja, entre 2,74 mil milhões de dólares e 3,66 mil milhões de dólares, refere o estudo, ressalvando que estas estimativas foram obtidas utilizando os dados mais recentes do Banco de Portugal (2005) e quantificações de fraudes de outros países, nomeadamente os Estados Unidos e o Reino Unido.
Para o coordenador da Pós-Graduação em Gestão de Fraude da Faculdade de Economia do Porto, Carlos Pimenta, estes números são "assustadores" e defendeu a formação de quadros especializados e o aumento do "controlo interno das instituições, focando todas as áreas de maior risco de fraude".
"Estamos rodeados de economia não-registada e fraude por todos os lados", afirmou o economista nas "Jornadas 08 Seguros", lembrando que, a partir dos anos 80, passou "a haver unanimidade de que há um conjunto de actividades económicas que passam à margem dos registos e do controlo oficiais, institucionais, legalmente constituídos".
Segundo o investigador, "a tendência em todo o mundo é de um aumento da economia não registada e isso repercute-se em Portugal".
A economia não-registada é constituída por quatro grupos essenciais: economia subterrânea (fuga ao fisco), economia ilegal (como por exemplo tráfico de droga), economia informal (tem como razão essencial da sua existência a garantia de uma estratégia de sobrevivência) e a economia de autoconsumo (como agricultura tradicional).
Carlos Pimenta ressalvou que este tipo de economia aparenta ser uma actividade mais adequada para estudos qualitativos, que quantitativos, e que não há estatísticas obtidas como subproduto de actividades sociais ou por recenseamento, que permitam a sua quantificação "oficial".
No entanto, existem muitas quantificações parciais da economia não-registada, que resultam de estudos promovidos por entidades especializadas, como o cálculo das fugas ao fisco feita pelas administrações fiscais.
Há ainda cálculos indirectos, como por exemplo: sabendo-se a área aproximada de cultivo de coca numa determinada região pode-se estimar a que montante de actividades não registadas é que vai dar lugar na economia mundial.
Mais recentemente tem-se retomado os métodos estatísticos e econométricos, mas com modelos mais sofisticados que aliam o tratamento da informação em painel com modelos de relações de causalidade e de consequência da economia não-registada.
Os trabalhos feitos com base nestes métodos apontam "uma tendência para uma correlação negativa entre o desenvolvimento económico e a estabilidade do modo de produção, por um lado, e a economia não registada, por outro, sendo de acrescentar, no entanto, que a natureza dessa economia não-registada pode mudar de uns para outros países", sublinha o documento.
Presente nas jornadas, a directora do Departamento de Investigação e Acção Penal, Maria José Morgado, afirmou que o branqueamento de capitais produzem "vantagens fabulosas, altamente rentáveis para os seus autores", mas alertou que o "facto de se injectar dinheiro sujo na economia é um perigo para o mercado e empresas".
"O crime económico e o dinheiro sujo provoca o aumento dos preços dos serviços, prejuízos para as empresas e a economia poder ser dominada por forças ocultas e não pelo mérito e livre concorrência", acrescentou.
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ALVES
(bocamolle@hotmail.com)
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E ninguém faz nada?! Sabem quem são e quanto "pilim" anda a fugir dos cofres do estado e vejo é os bandidos a sair do tribunal para casa, todos muito preocupados com os casamentos gays etc!!
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A.C.
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O que será mais justo é a economia paralela ou a maior parte dos funcionários do Estado receberem reformas criminosas sem que nada o justifique? os professores são a classe que mais foje aos impostos, veja-se os milhares que recebem em explicações sem factura. Classe de professores em Portugagal o tempo que estão ao serviço nós Estado pagamos a cada um cerca de 550 contos á hora, pois é só fazer as contas desde o dia que entram ao seviço ao ordenado e á reforma que recebem até morrer.
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M.Menezes
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Em certas regiões de Portugal, os agricultores e os populares em geral começam a retomar a antiga tradição das trocas. É uma defesa contra o sistema, um sistema que não os protege nem compreende. Eu tenho um negócio de venda de tijolos feitos à mão que me rende 300€ por mês. Para poder vendê-los tenho que me registar no fisco e na Seg. Social que só por si me vai cobrar metade desse valor. O fisco leva mais 1/4 e eu fico com 75€ por um mês de trabalho. É por isso que é impossível que não existam "fugas". Não são fugas, são defesa contra um sistema cego, ganancioso e opressivo. Quanto à droga e corrução, essas são condenáveis, mas estão muito melhor protegidas a níveis muito elevados. E como tal, dificilmente serão verdadeiramente atingidos.
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M.Menezes
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Note-se que conheço casos de recibos verdes que trabalham eventualmente que chegam a pedir dinheiro emprestado para pagar as contribuições mensais e obrigatórias da Segurança Social. Desse modo, dá cá as alafaces que eu dou-te a galinha e ninguém tem nada a ver com isso. E como é ispossível determinar se há fuga aos impostos no caso de um ministro que depois da comissão de serviço vá trabalhar para a empresa com a qual negociou em nome do Estado, vá de ficar preocupados com a economia não registada de sobrevivência ou da agricultura tradicional. Só mesmo da cabeça de técnicos de contabilidade é que poderia surgir este tão profundo desconhecimento da realidade do país...
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VELHINHO
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ESTOU A VER QUE ALGUNS "ESPERTOS" QUERERÃO FACTURAR NA ECONOMIA "PARALELA?" DE AUTOCONSUMO.JÁ AGORA PORQUE NÃO INTRODUZIR NAS PESSOAS Á NASCENSA UM CONTADOR NA BOCA PARA FACTURAR O AR QUE RESPIRAMOS?
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VELHINHO
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ESTOU A VER QUE ALGUNS "ESPERTOS" QUERERÃO FACTURAR NA ECONOMIA "PARALELA?" DE AUTOCONSUMO.JÁ AGORA PORQUE NÃO INTRODUZIR NAS PESSOAS Á NASCENSA UM CONTADOR NA BOCA PARA FACTURAR O AR QUE RESPIRAMOS?
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confuso
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São só Iluminados, que não deixam de ter razão, estudos e mais estatisticas para tentar demonstrar o desconhecido e o inquantificavel, que serve para nos alertar que existe postituição, estão como os economistas, é só bitaites, palavriado, palavriado, então e obra? é a que se vê, deixem-se de teorias e dediquem-se a fazer alguma coisa de jeito para minimizar o flagelo, isso é que era trabalho...
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LEONARDO COSTA
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OS ESTUDOS SOBRE ECONOMIA PARALELA DÃO SEMPRE O MESMO RESULTADO , CERCA DE 20%.
NÃO ACREDITO , A QUEBRA DA ACTVIDADE ECONÓMICA VERIFICADA, BRUTAL NOS ULTIMOS ANOS, O APERTO DOS MECANISMOS DE CONTROLO, É IMPOSSÍVEL HAVER 20% DE ECONOMIA PARALELA, PELO CAMINHO QUE LEVAMOS ISSO SIM QUALQUER DIA NÃO HÁ ECONOMIA .REDUZAM A DESPESA PÚBLICA E CONTROLEM OS GASTOS DO ESTADO, ONDE PENSO QUE ESTEJA A GRANDE PARTE DA ECONOMIA PARALELA.
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cidadao
(naointeressa@mail.pt)
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Proponho 2 medidas a serem tomadas imediatameente para o combate à evasão fiscal: o tráfico de influências entre políticos pagar uma taxa única de IRS de 20%, e as aquelas senhoras da beira da estrada cobrarem uma taxa de IVA de 50%.
Assim este papões de impostos já terão mais algum dinheiro pra encherem o bandulho.
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