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Malik A.
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É mais uma prova do melhor que se faz em Portugal. Apesar de ser um país pequeno ainda se consegue produzir conhecimento, bem como produtos e serviços aceites no mercado mundial. Só tenho pena que empresas como esta não se mantenham em mãos portuguesas. Não sou contra a liberalização de mercados nem de compras e fusões entre empresas, só tenho pena que as empresas que acabam por representar um orgulho para o nosso país acabem em na posse de empresas como a MIPS. Mas é o mercado que dita as regras, nada a fazer. Agora vamos ver quanto tempo aguentam por exemplo a Ydreams e a Critical Software...
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Mauricio
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Feliz pelo exemplo de sucesso dos poucos de portugal, mas triste pela venda e consequente perca para as maos dos americanos!
Fico triste!!!....
Epa em vez disso poderiam ter investido esse dinheiro na sua expansão!
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Diogo
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Mais uma empresa de tecnologia portuguesa perdeu-se. Em algum tempo o know-how sera levado pra India...
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Pedro
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A chipIdea investiu muito fortemente na sua expansão..para quem não sabe até teve de alargar o seu quadro administrativo para poder ter financiamento para puder o seu próprio hardware. No entanto uma empresa com 9 ano que já é lider mundial de mercado de IP electrónica tem também de lutar com a concorrência.. neste caso, se não podes vencer, junta-te a eles... Não acredito que os seus administradores, nomeadamente o meu antigo professor João Vital, deixassem que fosse tudo para as mãos americanas. reparem que granda parte do pagamento são milhares de acções da MIPS. Para além disso todas as infraestruturas deverão ser mantidas o que significa que Portugal até é capaz de beneficiar de algum crescimento.
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Ex ...
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O melhor que se faz em Portugal!?
Caros tb ñ se pode ser assim ... conhecimento sim, perde-se conhecimento, tal como muito já foi perdido durante anos pela Chipidea que, nem mesmo esses, conseguiram cativar para lá ficarem. Pode ser que assim certas pessoas abanem e mudem a sua mentalidade e agora sejam obrigados a remar no mesmo sentido que os outros remam!!
Boa sorte para os que lá ficam!
e para todas as empresas portuguesas, que num destes futuros, sejam "obrigados" a isto!
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Malik A.
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Não estou contra a aquisição de empresas por parte de grupos económicos estrangeiros. Como referi, o mercado dita as regras. Só tenho pena que isso aconteça. Porquê? É muito simples, a Chipidea poderá manter o seu nome ou identidade em Portugal, mas será vista mundialmente como uma empresa da MIPS, e não uma empresa portuguesa de dimensão mundial. O mesmo aconteceu com a Edinfor em 2005, que era uma empresa de renome no grupo EDP, e agora, apesar de manter o nome Edinfor, passou a ser mundialmente a Logica CMG para Portugal.
Em relação ao pagamento com acções. Nada a dizer, o que acontece é que os antigos detentores da Chipidea passarão a integrar na sua carteira de investimentos, um conjunto alargado de acções de uma empresa estrangeira (MIPS), tal como muita gente poderá ter se tiver dinheiro para o fazer.
Na minha perspectiva o cenário futuro vai ser este: uma empresa portuguesa vendida, que dentro de uns 3 a 4 anos deixará de ser vista como a Chipidea mas sim como a MIPS Portugal, tal como a Edinfor se tornou a Logica CMG para Portugal.
A expressão “se não os podes vencer junta-te a eles” não é bem o caso. Do meu ponto de vista, a expressão é “se não os podes vencer, és absorvido e deixas de existir”.
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jorge pinto
(jorge.pinto.clix@chipidea.com)
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Os desafios de crescimento da CI não eram comportáveis sem mais investimento, aplicado ou em aquisições de concorrentes, em R&D de longa duração, em criação de linhas de produtos (que levaria a CI a expôr-se noutros mercados com empresas gigantescas, como a IBM, Motorolla, Philips, Analog Devices, etc).
I.E., a leitura que a administração fez é a de que se a empresa não cescer acaba por implodir pq o seu mercado de IP continua a crescer. Como os desafios de escalamento (em número de divisões, headcount afecto a cada divisão, etc) na CI eram já um parte significativa do esforço da organização, dentro das opções surgiu a venda, para aceder a outros mercados sem exposição directa.
A venda é uma alternativa a ter de continuar uma luta já de alguns anos entre o crescimento de headcount vs estrutura de custos... as soluções tinham-se esgotado (i.e. o lucro por projecto parou de crescer, um semi-óptimo de productividade foi atingido... sem recurso a revoluções de impactos sociais, estruturais, de posição de mercado).
A CI+MIPS atacaram agora outros mercados, estando a CI protegida, menos exposta do que estaria se avançasse com parceiros de investimento (cujo objectivo último é lucro e crescimento de valor aparente em 3-5 anos).
Não vou fazer previsões sobre o futuro... se há 10 anos me dissessem que foi formada uma empresa de IP de semiconductores em Portugal, eu teria pensado "vai ser um flop"... e houve outros que o tentaram e falharam. Portanto, a médio prazo haverá mudanças, mas o nicho da CI estará lá por muito tempo. A MIPS não irá implodir a CI, porque percebe que o mercado de IP-analógico é bem diferente do deles (portanto não há uma assimilação, mas sim uma união em parceria), nem quem trabalha na CI terá de deixar o actuais modelos de operação, visto que prova que tem sucesso.
Resta esperar para saber se a MIPS vai gerir por forma a que a união seja maior do que a soma das partes.
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Ex ...
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Tal como se dizes ... "desafios de crescimento da CI não eram comportáveis sem mais investimento" ... que tens toda a razao a Chip tinha e tem que continuar a crescer ... pq senao mais cedo ou mais tarde é que é absorvida e "desaparece" como Chip ... agora esse "mais investimento" seria necessario? ou será que mais uma vez aconteceram erros e que agora se vem obrigados a fundirem-se ... até a pouco tempo atrás o Prof. se referiu a Chip com um orgulho por ela ser Portuguesa e agora ...
Com isto tudo a Chip ficará ainda mais forte neste mercado e deixará de ser "pequena" em relacao as "concorrentes" ... agora esperemos que "os que ditam as regras" dentro da Chip aproveitem esta lufada de ar fresco.
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Eu
(Eu@gmail.com)
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Muitos parabens ao prof. pelo passo em frente, tb sou um ex... Apesar de tudo continuei sempre a desejar o melhor futuro para a Chip, espero que tudo corra pelo melhor e que o sucesso continue. Provavelmente foi a melhor solução, o prof. provou que se podia fazer em Portugal, mas talvez tenha também mostrado que os limites para a Chip sozinha existiam! BOA SORTE!
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Anabela
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Nada mais me espanta neste mundo! Vender um/a filho/a a um estrangeiro é uma atitude bastante natural nos dias de hoje. Ao que parece Portugal não se preocupa com a sua riqueza futura, daí procederem a uma opção de venda, para ganharem uns troquinhos! Concordo com o Malik A..
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PAz
(paz6146002@gmail.com)
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Sendo também um (orgulhoso) fundador da Chipidea (dos que foram para o Taguspark aquando da primeira mudança do 9º andar do IST), e continuando a trabalhar nesta área dos semicondutores, compreendo a necessidade (sim... porque existe necessidade) de associação a uma empresa que aponta à outra área dos semicondutores - a integração em SOCs - para se dar o passo decisivo neste mercado.
Como diz o Jorge Pinto, ou se explodia para fora e para o mercado, ou se implodía e provavelmente se destruía tudo o que se construiu nestes anos.
Apesar de já não fazer parte da Chipidea, por ter eu também necessitado de alargar o espectro para além dos IPs, sinto-me orgulhoso por ter feito parte desta empreitada.
Os meus parabéns a todos os intervinientes.
Pedro A.
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