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Saúde 2008-03-18 14:32

ANF garante que novo cartão de fidelização das farmácias cumpre requisitos legais

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) assegurou hoje que todos os requisitos legais foram cumpridos no processo de criação do novo cartão de fidelização das farmácias, que nas primeiras 72 horas teve a adesão de quase 18 mil pessoas.

Diário Económico Online/Lusa

"Todo o programa foi desenvolvido tendo em conta a lei", quer em termos de protecção de concorrência, como de protecção de dados, declarou em conferência de imprensa o vice-presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), João Silveira.

"A ANF costuma fazer trabalho sério e profundo. E mergulhou em todos os detalhes e em todas as áreas. Obviamente na área d  direito também e suportada por juristas de referência", acrescentou.

O cartão de fidelização e de crédito das farmácias portuguesas começou a funcionar no sábado, quando a Autoridade da Concorrência e a autoridade da farmácia e do medicamento (Infarmed) ainda se encontravam a avaliar informações que pediram à ANF.

Segundo João Silveira, a ANF forneceu informação "exaustiva" à Autoridade da Concorrência, que solicitou esclarecimentos sobre o cartão há "duas ou três semanas".

Quanto ao Infarmed, só terá pedido informações na passada quinta-feira, tendo a ANF já enviado os elementos solicitados, bem como tendo feito também uma notificação à Comissão Nacional de Protecção de Dados.

"Saudamos e consideramos positivo o interesse das autoridades", sublinhou o vice-presidente da ANF na conferência de imprensa de apresentação do cartão.

O cartão permite acumular pontos por cada medicamento sem receita médica comprado nas farmácias, pontos esses que podem ser revertidos posteriormente em produtos ou serviços farmacêuticos, excluindo quaisquer medicamentos.

Este cartão pode ter ainda a vertente bancária, funcionando como um cartão de crédito com débito diferido até 135 dias, sem quaisquer encargos ou juros.

Na sua componente de crédito, o cartão pode ser usado em qualquer estabelecimento fora da rede de farmácias.

De sábado até ao final do dia de segunda-feira, já aderiram ao cartão 17 754 pessoas, a esmagadora maioria optando apenas pela componente de fidelização.

A ANF espera ter perto de 400 mil cartões emitidos até ao final deste ano, expectativas que João Silveira considera que serão  facilmente ultrapassadas, uma vez que mais de 2000 farmácias aderiram ao produto.

Questionado sobre se este cartão tem como objectivo atrair clientes das parafarmácias e de outros pontos de venda de medicamentos sem receita, João Silveira alegou que foram esses estabelecimentos a iniciar programas de fidelização.

"Ainda não perdemos muitos clientes em relação às parafarmácias e não tencionamos perder mais. Essas lojas têm cartões de fidelização e foram elas que começaram", argumentou.

Para o responsável da ANF, não tem cabimento considerar este produto das farmácias portuguesas uma forma de concorrência desleal. João Silveira considera o cartão um "contributo para melhorar a acessibilidade dos cidadãos à farmácia e aos medicamentos", descartando que se trate de um apelo ao consumo, e admite ainda que possa ser uma forma de acabar com o tradicional fiado existente nalgumas farmácias de proximidade.

Até agora, já foram investidos 10 milhões de euros na criação e divulgação do novo cartão, que na vertente bancária tem a pareceria da Caixa Geral de Depósitos.

Comentários
 
JM
Mas o que pensará o Senhor João Silveira em relação à concorrência que a ANF está a fazer a farmácias que pertencem à mesma associação??? O governo não faz nada. Não era suposto os utentes ganharem com a concorrência através da autorização para descontos? Pontos e mais pontos, desconto? não. 5% em produtos cá da casa. Se isto não é cartelização, então o que será?
 
Pedro
18000 em 72 horas só quer dizer uma coisa, o povo não é parvo Muitos mais irão aderir Quem critica como este Sr JM tem bom remédio, não adira Já enjoa
 
Joaquim Santos
A publicidade a este cartão da ANF devia ser de imediato anulada pelas autoridades da concorrência. Porquê? Tentem perceber qual é a TAEG aplicável (nas vendas a crédito?!)que é indicada nos anúncios. É ridícula e vergonhosa a situação. Mas este país está entregue aos vermes que nos comem todos os dias!!!!
 
x
Ao sr. Joaquim. Por acaso sabe como é a situação actual? é que são as farmácias que fazer crédito a juros zéro e a tempo infinito. é a velha história do "ponha na conta" ... são as farmácias a sustentar a saude dos utentes...
 
 
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