Nacional - Empresas

Crédito à habitação 2008-07-04 09:41

Bancos arriscam-se a devolver aos clientes 11 anos de arredondamentos

Milhares de consumidores com empréstimos à habitação a decorrer poderão solicitar a devolução dos montantes cobrados ilegitimamente antes das novas regras. Uma perspectiva que se abre caso o Ministério Público venha declarar a nulidade geral da cláusula comum a vários contratos bancários relativa ao arredondamento para cima das taxas de juro, noticia o 'Semanário Económico'.

Lígia Simões, do Semanário Económico

Antecipa-se uma vaga de acções judiciais, individuais ou colectivas, para recuperação dos montantes de encargos financeiros pagos a mais durante anos.

Os bancos portugueses arriscam-se a devolver elevados montantes cobrados abusivamente nos créditos à habitação através das taxas de arredondamento dos juros que chegavam a atingir um quarto de ponto percentual. Cálculos da Associação Portuguesa de Consumidores e Utilizadores de Produtos Financeiros (Sefin) apontam que as práticas abusivas e ilegais denunciadas em 2006 renderam aos bancos mais de 1.200 milhões de euros entre 1995, data em já tinha sido transposta a directiva comunitária relativa às cláusulas abusivas, e 2007 quando entraram em vigor as novas regras de arredondamento à milésima. Estes montantes poderão vir agora a ser reclamados por milhares de clientes caso o Ministério Público dê seguimento ao pedido da Sefin de declaração da nulidade das disposições contratuais que estipulem arredondamentos em alta inseridas em cláusulas gerais.

Com efeito, em grande parte dos contratos de crédito as cláusulas de arredondamento não eram negociadas com os clientes, que desconheciam que delas resultava um aumento sistemático da taxa de juro efectivamente negociada. Trata-se de uma situação que chegou a ser considerada escandalosa pelo secretário de Estado da Defesa do Consumidor e que levou a que fossem ditadas novas regras.

Requerimento entregue em 2007. Com a Lei 240/2006, os arredondamentos à milésima começaram a ser aplicados aos contratos em execução, a partir do momento da sua entrada em vigor (22 de Janeiro de 2007) e a novos contratos. Os bancos alegaram que o diploma não tem efeitos retroactivos, pelo que não aceitaram devolver o dinheiro aos clientes. Mas a guerra dos arredondamentos ainda não chegou ao fim: a Sefin aguarda a declaração de nulidade da cláusula de arredondamento, por parte do Ministério Público, na sequência de um requerimento entregue no final do Verão de 2007 à Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Aguardamos a resposta da PGR. Caso venha a declarar a nulidade das cláusulas contratuais gerais, esta decisão pode fundamentar e levar a pedidos de reembolsos às instituições bancárias, tornando mais rápidas as decisões dos tribunais”, revelou ao “Semanário Económico” António Júlio de Almeida, presidente da Sefin.

Em causa está uma declaração genérica de nulidade que, de acordo com os termos do DL 220/05 que transpôs a directiva comunitária, dá legitimidade ao MP para o fazer.

Segundo António Júlio de Almeida, “há todo o fundamento de Direito e com base legal suficiente”, quer de legislação comunitária quer de origem nacional, que fundamenta o requerimento da Sefin.

Foi, pois, em plena sintonia com a legislação sobre cláusula contratuais gerais e abusivas que a Sefin denunciou a prática do arredondamento nos contratos de crédito, e o Governo veio a legislar, fixando as regras para o arredondamento do cálculo de taxas de juro nos contratos de crédito à habitação, pelo DL 240/2006 e nos restantes contratos de crédito, pelo DL 171/2007.

Práticas unilaterais feriram lei ao longo de 11 anos. O dirigente da Sefin realça que a prática de decidir unilateralmente qual o arredondamento a aplicar à taxa de juro feriu ao longo de 11 anos, no entender desta associação, princípios básicos dos dois diplomas acima referidos, como sejam o do equilíbrio contratual entre as partes e o da exigibilidade de negociação de cláusulas relativas ao “preço”, isto é, às taxas de juro. De acordo com a Directiva 13/93, “uma cláusula contratual geral que não tenha sido objecto de negociação individual é considerada abusiva quando, a despeito da exigência de boa-fé, der origem a um desequilíbrio significativo em detrimento do consumidor, entre os direitos e obrigações das partes decorrentes do contrato”.

MP já solicitou minutas de contratos. Em Abril deste ano, o Ministério Público solicitou à Sefin e à Direcção-Geral do Consumidor (DGC) minutas de contratos em que aparece a cláusula contratual ilegal para apurar se é uma prática generalizada e antiga. Dados que foram já fornecidos pela DGC e que, segundo António Júlio de Almeida, face às datas muito diferentes dessas minutas, “permitem constatar que era uma prática corrente”.

Arredondamentos abusivos “engordaram” lucros da banca. A denúncia da Sefin, em 2006, teve por base precisamente o facto de os bancos não discutirem com os clientes como aplicavam o arredondamento e qual o seu valor. O facto de esta alteração da taxa de juro ser sempre feita em alta acabou por introduzir um factor de desequilíbrio entre os interesses das partes, sempre favorável aos bancos. Uma prática que acabou por ser responsável por muitos milhões de euros dos lucros da banca.

Só em 2006, com base em cálculos da Sefin, tendo em conta o número de contratos de crédito à habitação existentes naquele ano, o arredondamento das taxas de juro aplicadas aos empréstimos concedidos pelos bancos em Portugal geraram, pelo menos, um ganho total anual de 73 milhões de euros. Mas só se se tomar em conta um arredondamento mínimo, de um oitavo de ponto percentual. Se o cálculo for feito com base num arredondamento de um quarto de ponto percentual, este ganho “salta” para 198 milhões de euros. Milhões de euros a multiplicar por um período de 11 anos e que poderão ser reclamados por milhares de consumidores. Recorde-se que esta foi a prática seguida em Espanha e que ainda decorre, com muitos milhares de consumidores a exigirem a devolução dos juros pagos em excesso. Em Portugal, os dois maiores bancos – CGD e Millenniumbcp – praticavam arredondamentos de um quarto de ponto percentual nos empréstimos à compra de casa, que representam, cerca de 80% do crédito concedido. De entre as cinco maiores instituições, no BES, Totta e BPI a prática seguida era a de subir a taxa até ao oitavo de ponto percentual acima.

 

 

 

Comentários
 
Luis gonçalves
É pena que se constate e divulgue publicamente mais este abuso bancário e depois um simples parecer ou despacho de qualquer corrupto deixe as coisas como estavam , e pronto... ´zé povo roubadinho e enganadinho como sempre. A corda anda a esticar... Depois não se espantem que venha nova revolução... mas se calhar, sem cravos....
 
BRUNO
Tem mais é que devolver...cobram-nos tudo e mais alguma coisa, até por um extrato de conta na primeira folha são 10€ e as restantes 1€ mas isto é normal?
 
Grande Piada!
Para roubarem o nosso dinheirinho, não precisam de fazer caso, mas para devolver não há maneira! Se pensam que o Ministério Público vai dar permitir à Banca perder os lucros, ABRAM bem esses olhos que estamos em Portugal.
 
Irene Carvalho
De facto é de lamentar que a banca engorde os seus lucros á custa do suor dos que mais precisam , pois quem pede dinheiro para comprar uma casa é porque orecusa de o pedir e sendo justo que se pague por isso , é desonesto que se aumetem os valores a pagar sem qualquer informação É exactamente como as despesas de manutenção das contas ...manutenção que quase não existe e se pagam quantias exorbitantes...mas só se for pobre porque se tiver dinheiro ou outros produtos , é claro que não são necessárias .Quem precisa é sempre aquele que mais paga. De facto os bancos são instituições que visam lucros...não importa a que custo.
 
Handyman (avelino.martins@clix.pt)
Pessoal que tem crédito à habitação não se resignam com o deixa andar e pressionem a PGR a promover despacho a obrigar os Bancos a devolverem a massa que nos sacou. Os Bancos teem grande poder e vão fazer de tudo para esta norma não ser aplicada, e presionar a PGR. Mas como o sr. Procurador me parece uma pessoa recta não se deixará enganar, pois não?
 
teresa pinto (app3@sapo.pt)
Como e a quem é que eu posso solicitar a devolução dos montantes elevados da taxa de juro? Cumprimentos Teresa Pinto
 
FERNANDO (falmeida253@sapo.pt)
É UMA VERGONHA! POR ISSO PORTUGAL ESTA COMO ESTÁ! E A CULPA SÓ PODE SER DOS ULTIMOS GOVERNOS PORQUE QUEM MANDA NO PAIS SAO OS BANCOS E DE QUEM VOTOU NOS ULTIMOS GOVERNOS
 
Guilhermino Vieira
É de lamentar esta falta de seriedade dos bancos para com os clientes. Não é só neste exemplo mas também no spreed, pois fazem promessas e nunca as cumprem. Com estas perdas de confiança, acabo de concluír todos estamos a lidar com criminosos de gravata.
 
Miguel (mgffm@clix.pt)
Pois claro...neste País, arrisco-me mais eu a morrer devido à queda de um satélite em cima de uma árvore e esta tombar em cima de uma pedra, que por sua vez vai rolar pela encosta abaixo e me esmagar no preciso momento em que em estivar parado na berma da estrada por falta de gasolina.
 
Jorge Lopes (adrjor23@hotmail.com)
Duvido muito que isso seja realizavel, mas se se concretizar os bancos depressa vão arranjar uma nova taxa para serem os mesmos de sempre a pagar a factura.
 
sonia
É preciso é que nós consumidores tenhamos a informação para assim pedir o que nos é devido, e em que parametros.
 
jorge martins
mas alguém acha que os bancos ou seja lá quem for vai devolver um cêntimo. só os crentes e mesmo´desses já pouco restam.
 
Maria
Em 1995, data em que já tinha sido transposta a directiva comunitária, que tem força de Lei, relativa às cláusulas abusivas, e só em 2007 é que entraram em vigor as novas regras de arredondamento à milésima.Porquê só em 2007? Afinal o que as Entidades Fiscalizadoras andaram a fazer? Em Portugal é assim que tudo acontece.....tudo se arrasta indefinidamente. INCRIVEL
 
Maria (Luis.6.8@hotmail.com)
Meu Deus ao pnto que chegou este pais... é so ladroes, vampiros que sugam os pobres ate a ultima gota... eu nunca pensei na minha vida chegar aos 50 anos e passar fome... ganho para os bancos e nao chega para comer, neste momento estou a passar fome com a minha filha, nao sei ate quando me vou aguentar... mas tenho "medo " do futuro... Portugal o que te aconteceu????... se nao existem politicos a altura neste pais... entao venham de fora... nao veem jogadores de futebol etc???... urgente fazer alguma coisa pelo pais, pelos pobres... SOCORRO!!!!!....
 
Maria
É assim que os bancos enriquecem e o povo empobrece.
 
paulo b
boa! espero é que a justiça funcione.
 
ms (mpinhosantos@sapo.pt)
Anda aqui dedo da governação... e ainda bem... os efeitos contra certos privilégios e abusos estão a aparecer...
 
CRISTINA
QUE POSSAMOS RECEBER BEM RAPIDO ESSE DINHEIRO , NÃO É COLOCAR OS NECESSITADOS OU REMEDIADOS CADA VEZ PIOR , MAS SIM , AJUDA-LOS , NÃO PODEM SER SEMPRE OS GRANDES A LEVAR MELHOR E NOS SEMPRE COM O BOLSO/CARTEIRA MAIS LEVE
 
Rui
ate que fim, alguem esta apertar com os bancos, BRAVO ....... agora venha o dinheirinho devolta ...hahaha
 
antonio santos (ajgsantos65@sapo.pt)
Apartir de quando é que nós consumidores de créditos á habitação poderemos reclamar os possiveis retroactivos pagos indevidamente no meu caso no montepio e bpi desde 1994, uma vez que sempre paguei acima do que estava determinado pela directiva comunitária.
 
ruialbertog@gmail.com (gabidamiber2000@yahoo.es)
estamos num pais de jente aparentemente modestos e muito sérios, mas nofundo da sua sombra som autenticos e perfeitos ladroes con bonitas personalidades, um abraço rui a pesquisar nos vamos dando conta de quem é o planeta em que vivemos
 
cristina
Se esta lei for aprovada como poderemos nós reclamar estes valores que nos roubaram a olhos vistos? - e o quais serão os documentos que nos irão exigir? será que não vão argumentar para não nos pagarem? - vamos ver....
 
SÓNIA RELVAS (relvas.sonia@gmail.com)
Infelizmente estamos a viver uma "democracia", em que assistimos cada vez mais, aos grandes grupos económico-financeiros a fazer de tudo para encher os bolsos à custa dos cidadãos que são sempre a voz mais fraca de uma sociedade. Por isso os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. É miserável!!! E aqueles a quem compete estar atento a situações destas e outras idênticas, nada faz, sabem porquê? Porque fazem parte do grupo daqueles que saiem sempre a ganhar! Vão enchendo os bolsos enquanto podem!!!
 
maria
E para quem abdicou de tudo e fez um esforço quase desumano e já pagou o emprestimo todo????
 
Nuno Barros (eng.nunobarros@gmail.com)
Vergonhoso será se o Ministério Público não declarar a nulidade das cláusulas gerais.
 
C. Rocha
Acho muito bem!!!! eles já ganham o suficiente, até demais!!! Pede-se meia dúzia de tostões, pagamos o dobro ou triplo, são uns ladrões!!!! he!!he!!he!!
 
maria
E para quem abdicou de tudo e fez um esforço quase desumano e já pagou o emprestimo todo????
 
Paula Lopes
E esta devolução do que nos foi retirado ilegalmente, não deveria ser automática? Quanto é preciso gastar para mover uma acção judicial? Reavemos do banco, gastamos no advogado... Vamos ver se compensa....
 
Maria
É por isso que os bancos enriquecem e o povo empobrece.
 
VASCO PALMEIRA
Sabemos que a práctica seguida pela Ban ca era mesmo esta, porém,mesmo que em de terminado momento, me achasse prejudica do, reclamava e nunca tinha razão,porque as respostas chegavam através do sorriso de uma funcionária, e esta por sua vez dizia sempre que estava tudo de acordo com o estabelecido e que estando tudo na devida ordem, nada havia a reclamar pois tudo estava conforme os contractos entre as partes, cheguei a exaltar-me por mais que uma vez contra o atendimento e dizer que se conhecesse os responsáveis que os mandaria para as "urgências" pois sentia -me roubado. Face ao exposto no corpo do artigo em causa, que mais hei-de dizer já que todos lutamos contra "fantasmas" que estão devidamente bem instalados no poder. com todas as mordomias e mais al gumas, em detrimento dos que têm recorri do a estes meios, a fim de solucionarem o problema habitação, e no fim são desca radamente roubados. Espero que o que aca bo de ler seja verdade, porque sou um dos que vai reclamar a devolução daquilo que me pertence, segundo a Lei.
 
VASCO PALMEIRA
Sabemos que a práctica seguida pela Ban ca era mesmo esta, porém,mesmo que em de terminado momento, me achasse prejudica do, reclamava e nunca tinha razão,porque as respostas chegavam através do sorriso de uma funcionária, e esta por sua vez dizia sempre que estava tudo de acordo com o estabelecido e que estando tudo na devida ordem, nada havia a reclamar pois tudo estava conforme os contractos entre as partes, cheguei a exaltar-me por mais que uma vez contra o atendimento e dizer que se conhecesse os responsáveis que os mandaria para as "urgências" pois sentia -me roubado. Face ao exposto no corpo do artigo em causa, que mais hei-de dizer já que todos lutamos contra "fantasmas" que estão devidamente bem instalados no poder. com todas as mordomias e mais al gumas, em detrimento dos que têm recorri do a estes meios, a fim de solucionarem o problema habitação, e no fim são desca radamente roubados. Espero que o que aca bo de ler seja verdade, porque sou um dos que vai reclamar a devolução daquilo que me pertence, segundo a Lei.
 
amy
até parece que uma hipotese dessas possa acontecer no nosso pais!!!!!! Nunca se deixará que os bancos tenham que pagar alguma coisa ao pobre povo!!!!!!!
 
nuno miguel camacho oliveira (nunooliveira@sapo.pt)
seria uma boa noticia, se vivesse-mos num Pais de pleno direito, e se a democracia tivesse efectivamente 38anos de "maturidade", mas com toda a pena constacto que para algumas situações, a exemplo desta, o poder economico irá sair beneficiado. ja agora porque não questionar a "banca", pelos serviços prestados e cobrados aos clientes nos processos de credito hipótecario, no que se refere as avaliações imóbiliarias, pode a banca prestar tal serviço? pode a banca cobrar esse serviço aos clientes? mas com tudo isto "FORÇA PORTUGAL" acredito numa sociedade igual para todos, o caminho faz-se caminhando e em prole dos nossos filhos, acredito no meu Pais até ao limite das minhas forças.
 
SONICA
NÃO ACREDITO QUE O POVO SAIA BENEFICIADO. JÁ ESTÃO A MEXER OS CORDELINHOS TODOS E MAIS ALGUNS PARA OS BANCOS NÃO DEVOLVEREM AOS CLIENTES O QUE LHES "ROUBARAM". SE VOSSA VELHOTA DO CREME, COITADA DELA!
 
SONICA
NÃO ACREDITO QUE O POVO SAIA BENEFICIADO. JÁ ESTÃO A MEXER OS CORDELINHOS TODOS E MAIS ALGUNS PARA OS BANCOS NÃO DEVOLVEREM AOS CLIENTES O QUE LHES "ROUBARAM". SE VOSSA VELHOTA DO CREME, COITADA DELA!
 
Cipa
Vamos unirnos para reclamar os valores indevidamente cobrados. É a vergonha habitual em Portugal....
 
Mario Caldas
Ora aqui está a prova de como se pode roubar legalmente. Mas para quem conhece este país e este governo também já sabe no que isto vai dar! teria de ser o próprio governo a obrigar a banca a devolver o que roubaram, mas infeliz mente banca e governo são a mesma coisa.
 
burro
Acho muito bem que façam devolver as quantias a que cada cliente tem direito embora haja ou não processo judicial, pois a caixa geral de depósitos onde sou por mero acaso cliente dá-se ao luxo de ter elevados lucros e xular os clientes nos cartões multibanco onde cobram 8,50€ por cada anuidade é vergonhoso.
 
burro
Acho muito bem que façam devolver as quantias a que cada cliente tem direito embora haja ou não processo judicial, pois a caixa geral de depósitos onde sou por mero acaso cliente dá-se ao luxo de ter elevados lucros e xular os clientes nos cartões multibanco onde cobram 8,50€ por cada anuidade é vergonhoso.
 
Hernâni Fernandes
A actividade da Banca deve ser transparente e séria nas relações comerciais com os seus clientes. Penso que, sem prejuízo da solução jurídica, os bancos deveriam propor aos clientes, em alternativa, a baixa do spread,em compensação dos arredondamentos efectuados por excesso, ou a respectiva devolução destes. Esta iniciativa iria melhorar não só a imagem da Banca, mas também estimular os seus clientes, mais concretamente, os que cumprem pontualmente os seus contratos. Sempre acreditando na "Boa Fé....."
 
João Pinto (jaap@iol.pt)
Alguém acredita nisto??? rrsssss
 
Joãon Baeta (alvesbaeta@hotmail.com)
Todos os anos as entidades bancarias anunciam lucros elevados, o que deixa-me indignado é que o governo sabe de isto à anos e não faz nada, tera que haver uma revolução para o país começar a sua viagem para porto seguro, os abusos, que destroem as boas instituições, têm o privilégio fatal de fazer subsistir as más...
 
Sem papas na lingua
Oxalá tal venha a ser verdade..., apesar de ter sérias dúvidas, atendendo à eterna sub-serviência perante este sector.
 
Paulo
Eu quero os meus. Estou farto de ser espoliado pelos bancos!
 
José A. Fernandes (fernandes.j.a@sapo.pt)
Como um cliente sabe o que fazer Se tem ou não valores a reclamar? - Quais os procedimentos? - Que custos tem a reclamação? - No caso de um particular, vale a pena? - Não vai sair ainda mais prejudicado com a reclamação? - Por onde começar? - Existe algum formulário especifico para o efeito? - Tem de ser feito por via judicial?
 
carlos leite (carlos_leite_10@hotmail.com)
depois dos bancos ganharem milhoes de euros e a vez deles de reembolsarem as pessoas que fizeram emprestimos para comprar casa
 
carlos moura
adquiri empréstimo em 1998, faz este ano dez anos, então quero o meu dinheirinho de volta
 
Nmita
O seu a seu dono. Que termine a corrupção neste país. Que o dinheiro volte ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Devagar, devagarinho, vamos conseguindo levar a água ao nosso moinho.
 
Manuel Faria da Costa (faria.barcelos@gmail.com)
A Lei só é aplicável a uma minoria de pessoas, porque as grandes empresas em Portugal sempre consegiram acordos com os sucessivos governos, no sentido de contornar esses obstáculos, garantindo com isso grandes lucros. Será que os Bancos devolveram essas quantias de dinheiro, cobradas indevidamente. O poder judicial conseguirá colocar justiça? O tempo o dirá, mas estamos a lutar contra tubarões.
 
Pedro
"Arriscam-se"? Com os lucros multi-milionários que a banca faz, e o verbo que utilizam é "arriscam-se"? Quase que soa a "se não tiverem cuidado ainda perdem dinheiro". Até parece que os lucros multi-milionários que a banca faz e fez não tivesse sido nada! O meu título seria: "Bancos devolvem aos clientes 11 anos de arredondamentos injustos"
 
isabel (esterluis@sapo.pt)
bem presisamos que nos devolvam tudo o que nestes anos nos têen levado a mais que chegava para pagar tres ou quatro casas iguias à minha
 
isabel (esterluis@sapo.pt)
bem presisamos que nos devolvam tudo o que nestes anos nos têen levado a mais que chegava para pagar tres ou quatro casas iguias à minha
 
rosa
Pois... Isto é tudo muito interessante, mas no caso de ser considerado inconstitucional a medida, para reaver o que, eventualmente, tenhamos direito, seria preciso uma "batalha juridica" e os ganhos, poderiam não cubrir os prejuízos. E assim vai o nosso pais... neste e noutros casos. Por mais que os consumidores tenham razão, desistem à partida.
 
Ana Bela Cardoso (ana.brcardoso@gmail.com)
Gostaria de saber como como verficar essa situação relativamente ao meu crédito habitação, ou seja saber se em relação à minha taxa houve arrendondamentos
 
Luisa Lopes (cxcorreio@hotmail.com)
Espero, que o MP faça o que todos esperamos, a restituição. Eu fui lesada durante 8 anos, como tantos milhares, e aguardo ansiosamente que JUSTIÇA SEJA FEITA.
 
vanessa (nono.17@sapo.pt)
BANCOS TEM QUE DEVOLVER DINHEIRO EMPRESTIMOS HABITAÇAO
 
antonio tavares
e assim vai Portugal.....uns vão bem e outros mal....onde é que eu já ouvi isto....? é fartar vilanagem!.
 
neca
Pena é que apenas falemos individualmente, assim, apesar de todos os comentarios serem uteis, nunca chegaremos a lado nenhum! Para lutar contra este tipo de situações teremos que o fazer em conjunto! A uniao faz a força! ( não, não sou de nenhum partido, sou apenas alguem que vive angustiada e indignada )
 
caetano
é melhor voltar mos a guardar dinheirinhos debaixo do colchao,nao admiram que tenham brutos lucros anuais.
 
maria
entao e as pessoas que ja pagaram o emprestimo mas que como as outras também foram roubadas??????????????????
 
Antonio (antoniojusticareal@hotmail.com)
Os Bancos fizeram a matematica de grão a grão enche a galinha o papo, nem por isso deram esse dinheiro a instituições de solideriadade, para calar o povo. Deviam ter a ombridade de devolver imediatamente sem obrigar o povo a recorrer aos tribunais. Porque assim os que ja faleceram, não recebem, é só gamar.
 
Fernando Gonçalves (efecgs@gmail.com)
A devolução devia por lei ser imediata pois se meter advogados e tribunais nunca mais se resolve e o valor fica muito diluido
 
joao jose almeida guerra carrola (joao_carrola@hotmail.com)
Acerca de 2 anos fui a caixa geral depositos do teixoso para rever o meu sprd pois ja passaran 2anos e nada fui la mais de 30 vezes ten que espera re esta para viseu pedi para a casa 5200.oo contos a 12 anos pois estou a pagar agora 177,13 centimos pois tanho de pagar os fucionarios caixa sao 4 mais o diretor e nao ten tempo para vr o meu credito.
 
rute rosas (rrosascontacto@hotmail.com)
DA MESMA FORMA QUE NOS ESCREVEM TODOS OS MESES A DIZER QUE NOS VÃO RETIRAR CENTENAS DE EUROS DA CONTA DURANTE X ANOS E QUE OS VALORES AUMENTAM, TAMBÉM PODERIAM COLOCAR O QUE NOS DEVEM NA MESMA E ENVIAR UMA CARTA OU UM E-MAIL PARA DAR CONHECIMENTO DO CRÉDITO. AFINAL, SERIA MUITO MAIS SIMPLES, EFICIENTE E NÃO PASSARIA DE UM PEDIDO DE DESCULPA POR UM ERRO COMETIDO. TRIBUNAIS? LONGOS PERÍODOS DE ESPERA? VÃO PAGAR OS JUROS E OS ADVOGADOS?
 
rute rosas (rrosascontacto@hotmail.com)
DA MESMA FORMA QUE NOS ESCREVEM TODOS OS MESES A DIZER QUE NOS VÃO RETIRAR CENTENAS DE EUROS DA CONTA DURANTE X ANOS E QUE OS VALORES AUMENTAM, TAMBÉM PODERIAM COLOCAR O QUE NOS DEVEM NA MESMA E ENVIAR UMA CARTA OU UM E-MAIL PARA DAR CONHECIMENTO DO CRÉDITO. AFINAL, SERIA MUITO MAIS SIMPLES, EFICIENTE E NÃO PASSARIA DE UM PEDIDO DE DESCULPA POR UM ERRO COMETIDO. TRIBUNAIS? LONGOS PERÍODOS DE ESPERA? VÃO PAGAR OS JUROS E OS ADVOGADOS?
 
Joao Morais Mouro (joao.h.mouro@meo.pt)
Então é assim. À Procuradoria Geral da Republica não basta, como aconteceu com a mulher de Cesar, parecer séria... tem que ser séria... Se assim é, se é realmente ilegal, então os bancos estão imediatamente obrigados a acertar as contas "PONTO". Sem mais conversa, sem que os clientes precisem de apresentar queixa, porque se fosse ao contrario os acertavam logo as "continhas"... Senão o que vai acontecer é que 99% dos cidadãos, não vão fazer nada; uns porque nem chegam a saber e outros porque dado os valores em causa não vale a pena... pagar a acção mais os serviços juridos e no fim ainda perdemos dinheiro. É importante que cada um saiba exactamente os seus valores... quer isto dizer... que alguem, PGR, explique aos cidadãos como fazer as contas... antes de mais...
 
ana
Eu ja fui a caixa geral de depositos saber o que fazer, e a resposta do gerente foi, de que eu poderia mandar uma carta escrita a reclamar para a sede em Lisboa, mas que eles não iam pagar nada. è assim, o pais em que vivemos, os pobre continuam a trabalhar, para os ricos se passearem e fazer belas ferias e viqagens. E na minha opinião se eles nos adaram a roubar, so tinham era que fazer o levantamento do que deviam a cada pessoa e devolver-lhes o dinheiro em conta.
 
Gena
Concordo plenamente com o que o Sr. João Mouro declarou. Porque é que ainda temos de gastar dinheiro para mover uma acção???? Eles devem pagar a todos os implicados que pediram empréstimos...
 
ANTONIO M
ESPERO QUE O ESTADO DE DIREITO FUNCIONE E QUE DE VEZ SE SINTA O GOVERNO A INTERCEDER POR MILHARES DE PORTUGUESES LESADOS PELOS BANCOS.VAMOS AGUARDAR E ACREDITAR.ESPERO QUE SEJA BREVE.
 
marta
Tenho credito habitaçao no montepio desde 2003,tenho pago mas nao sei para onde na presente data devo cerca de 1500 euros a mais do que o montante pedido. agora pergunto onde e que isto vai parar?...
 
susana (susanaccampos@hotmail.com)
Como e a quem é que eu posso solicitar a devolução dos montantes elevados da taxa de juro? Cumprimentos
 
 
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