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Mercados 2008-07-04 11:36

CMVM diz não ser possível avaliar com rigor a dimensão da crise do 'subprime'

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) notou hoje que não é possível prever a data do fim a crise do crédito hipotecário de alto risco (denominado de 'subprime'), que começou no ano passado, nem avaliar com rigor qual a sua verdadeira dimensão.

Pedro Duarte

No Relatório Anual para 2007 sobre a Actividade da CMVM e sobre os Mercados de Valores Mobiliários, a CMVM nota que a crise do mercado hipotecário de alto risco norte-americano (denominada 'subprime'), "alastrou-se rapidamente, a partir de Julho  e de forma progressiva, aos vários segmentos dos mercados financeiros internacionais, em termos que não permitiram, ao longo de todo o segundo semestre de 2007, prever a data do seu fim, nem avaliar com rigor a sua verdadeira dimensão".

A mesma fonte nota que, ao contrário do que aconteceu em outras situações, a avaliação da exposição do sistema financeiro à crise não foi imediata, em grande medida "devido à dispersão dos produtos financeiros colateralizados com créditos hipotecários".
"De facto, estes produtos encontravam-se disseminados por carteiras de múltiplas entidades, localizadas, primordialmente, nos EUA e na Europa", precisa o documento.

Em resumo, a CMVM nota que, depois de um primeiro semestre marcado por um ambiente de optimismo, a chamada crise do
'subprime' "veio instalar nos mercados financeiros um ambiente de incerteza e de volatilidade que perdurou durante toda a parte final do ano e se viria a agudizar no início de 2008"

Em Portugal, a primeira preocupação da CMVM centrou-se no apuramento da (eventual) exposição das carteiras dos fundos de investimento nacionais ao crédito hipotecário de alto risco norte-americano. Esta autoridade de supervisão diz ter procedido ao apuramento exaustivo dessa exposição, e dedicou especial atenção à verificação do cumprimento das regras relativas à valorização dos activos e ao cálculo dos valores das unidades de participação. Foi também avaliada a capacidade de as entidade gestoras fazerem face a um eventual aumento dos resgates que as expusesse a choques de liquidez.

"O reforço da supervisão da CMVM nesta área teve início em Agosto de 2007 e prolongou-se por todo o semestre, tendo continuidade em 2008", adianta.

Paralelamente, a CMVM diz ter participado nas iniciativas das organizações internacionais das autoridades de supervisão dos mercados de instrumentos financeiros, com vista a identificar e a ajudar a desenvolver eventuais novos instrumentos regulatórios e de supervisão que, incorporando as lições que possam ser já tiradas desta crise, contribuam para minimizar os seus efeitos e para reforçar a segurança e a fiabilidade dos sistemas financeiros.

Comentários
 
guru
A crise so acaba se o OBAMA ganhar.
 
Zé
Portugueses, vamos mas é sair da União Europeia e da moeda unica(EURO) o mais rapido possível, caso contrário o BCE vai-nos levar à miséria total!!!
 
manuel gloria (manuelgloria@iol.pt)
a solução não é sair, mas antes mudar esta união que está ao serviço dos grandes interresses económicos.veja-se a directiva das 60 hrs semanais
 
 
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