“Temos a segurança ameaçada, a justiça fragmentada, a saúde maltratada, a educação conturbada, a agricultura desprezada e a cultura silenciada”, foi assim que Santa Lopes classificou o panorama político português.
Ao mesmo tempo o líder parlamentar revelou-se muito confiante afirmando que acredita na política e que “este governo tem capacidade de decisão. Não quer dizer que seja a mais correcta, mas a verdade é que a tem”.
Apesar desta credibilidade depositada no actual governo de José Sócrates, Santana Lopes apresentou cinco prioridades fundamentais para a política futura.
“Uma questão chave é a natalidade, em vez de encerrar é necessário abrir maternidades, alterar deduções e abonos para casais com três filhos ou mais. Interioridade, para quem está mais isolado e dar mais apoios e subsídios e ainda alterar as deduções para quem se fixe em zonas desertificadas”, enumerou o líder parlamentar do PSD.
Para além disso, Santana Lopes referiu ainda a “produtividade (alterar e aumentar subsídios, abonos, deduções e salários para quem produza mais e melhor), flexibilidade (alterar também isenções e salários para quem aceite a mobilidade laboral e territorial), competitividade (também alterar as deduções e bonificações para estimular a competitividade numa tentativa de melhorar a qualidade)”.
O líder parlamentar desafia ainda o debate político afirmando ser escasso e apoia uma política de confrontação dos problemas.
Por sua vez, Joaquim Jorge, mentor do Clube, atacou a maneira de liderar ao considerar que “a política está desfasada das pessoas”.
O fundador deixou ainda claro que “não é possível continuar a fingir que se pode tomar decisões sem ouvir as pessoas , sem saber o que as pessoas pensam delas” e acrescentou que “ é preciso acabar com esta embriaguez de tudo poder”.
“A política deve ser exercida pelos cidadãos e não sobre os cidadãos”, salientou.
O mentor deste projecto, que comemorou dois anos no dia 10 de Março, deixou ainda um apelo a todos os políticos alegando que “gostava que a politica fosse feita de outra maneira”.
Em declarações ao Diário Económico, Joaquim Jorge revelou que vai escrever um livro sobre o aparecimento e funcionamento do Clube, bem como sobre os debates realizados.
O prefácio do livro será feito por Pedro Santana Lopes, o qual estará igualmente presente na apresentação.
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